O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), falou neste sábado (3) sobre o bombardeio realizado pelos Estados Unidos em território venezuelano.
Em publicações nas redes sociais, o chefe do Executivo goiano afirmou que a data deve ser registrada como um marco de “libertação do povo venezuelano”.
Na avaliação de Caiado, o episódio pode representar o início de um novo ciclo político na Venezuela e espera que o país passe a viver um período de democracia, liberdade e desenvolvimento econômico.
As declarações foram feitas em meio a sua pré-candidatura à Presidência da República, posicionando-se como um dos nomes da direita para a disputa eleitoral deste ano.
Em dezembro, Caiado reafirmou publicamente que manteria sua pré-candidatura mesmo após a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no cenário eleitoral nacional.
“Que este 3 de janeiro entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista. Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país.”, escreveu.

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Governo brasileiro condena bombardeio dos EUA à Venezuela
Em sentido oposto ao posicionamento de Caiado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou duramente a ação militar dos Estados Unidos. Em nota divulgada neste sábado, Lula classificou os bombardeios e a captura do chefe de Estado venezuelano como uma grave violação da soberania nacional e do direito internacional.
Segundo o presidente brasileiro, a ofensiva ultrapassa limites aceitáveis nas relações entre países e cria um precedente perigoso para a ordem global. Lula afirmou que o uso da força pode estimular um cenário de instabilidade, violência e enfraquecimento do multilateralismo.
Diante do agravamento da situação, o governo brasileiro convocou uma reunião de emergência com ministros para avaliar os impactos políticos e diplomáticos do ataque e discutir possíveis medidas a serem adotadas pelo Brasil.

Nota do presidente Lula
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.
A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.
A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”




