No Result
Ver todos os resultados
No Result
Ver todos os resultados
No Result
Ver todos os resultados

Governador do MS afirma que não pegou propina

Por Estadão Conteúdo
Publicado em 13/09/2018 às 18:50
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Pinterest

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), candidato à reeleição, reagiu nesta quinta-feira, 13, enfaticamente à ofensiva da Operação Vostok, que atribui a ele suposto recebimento de propinas de R$ 67 milhões do setor agropecuário em troca de benefícios fiscais. Em nota, a defesa de Azambuja afirmou que “não há qualquer evidência, prova, ainda que indiciária, do recebimento de valores indevidos por parte do governador, o que somente vem a demonstrar a desnecessidade e excesso das medidas ontem praticadas”.

Azambuja foi alvo de buscas na quarta-feira, 12. Agentes da Polícia Federal vasculharam sua residência e seu gabinete na sede do Governo. Um filho do tucano, Rodrigo Silva, foi preso, por ordem do ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça.

Leia também

Pesquisa Quaest mostra Lula atrás de Caiado, Bolsonaro e outros no 2º turno em Goiás

Pesquisa Quaest mostra Lula atrás de Caiado, Bolsonaro e outros no 2º turno em Goiás

Câmara aprova urgência para projeto que combate adultização de crianças nas redes sociais

Câmara aprova urgência para projeto que combate adultização de crianças nas redes sociais

Também foram presos pela Vostok o deputado estadual José Roberto Teixeira (DEM), o “Zé Teixeira”, e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Márcio Monteiro, que foi secretário da Fazenda do Estado.

A Vostok – nome da estação russa na Antártida que registrou uma das mais baixas temperaturas do planeta – tem base na delação de executivos da JBS/J&F. Segundo a investigação, o esquema abrangia três núcleos distintos, um deles denominado “núcleo político”, do qual faria parte Azambuja.

Os investigadores estimam que o suposto esquema de favores fiscais na gestão do tucano teria causado rombo de R$ 209 milhões.

Investigações preliminares apontaram que a propina era paga de três formas: como doação eleitoral, em dinheiro vivo e por meio da simulação de contratos de compra e venda, com a utilização de várias empresas do setor agropecuário.

Essas empresas emitiam notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade ao negócio.

Dentre os alvos da Vostok estão pecuaristas locais responsáveis pela emissão das notas fiscais “frias”.

“Causa estranheza a operação realizada pela Polícia Federal envolvendo o governador do Estado de Mato Grosso do Sul e pessoas a ele ligadas”, declarou o advogado Gustavo Passarelli da Silva, que representa Azambuja.

Segundo o advogado, o inquérito tramita há mais de um ano e, “após exaustivas investigações, inclusive com a atuação do Ministério Público Federal e da Receita Federal, não foram comprovadas as acusações de que houve pagamento de propina como contrapartida de concessão de benefícios fiscais”.

“O que existe são meras alegações de delatores, cujas delações premiadas tiveram a rescisão requerida pelo próprio Ministério Público Federal”, assinala Passarelli. “A justificativa para as prisões temporárias foi a necessidade de se produzir as provas do suposto pagamento da propina.”

O defensor aborda uma questão central da Operação Vostok, o artifício denominado “boi de papel”. Na prática, segundo os investigadores, frigoríficos pagavam a pecuaristas por bois que não eram entregues e nem abatidos, um estratagema para notas fiscais “frias” darem cobertura a dinheiro vivo destinado ao núcleo político supostamente integrado pelo governador de Mato Grosso do Sul.

“As afirmações de que as notas fiscais de vendas de gado não têm procedência estão alicerçadas, exclusivamente, em manifestação do Ministério da Agricultura, cujos servidores estão sob suspeita de igualmente receber valores dos delatores para adulteração de informações em relação aos abates”, afirma Gustavo Passarelli da Silva.

“Não há, portanto, qualquer evidência, prova, ainda que indiciária, do recebimento de valores indevidos por parte do Governador, o que somente vem a demonstrar a desnecessidade e excesso das medidas ontem praticadas”, reitera o advogado.

Tags: azambujamsoperação vostokpropinas

Notícias relacionadas

Julgamento de Bolsonaro

STF marca para 2 de setembro julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 2 de setembro o início do julgamento da ação penal...

Suspeito de enviar fotos pornográficas à deputada Silvye Alves é identificado

Suspeito de enviar fotos pornográficas à deputada Silvye Alves é identificado

A Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados identificou o homem suspeito de enviar imagens pornográficas para o e-mail da...

Siga o Portal Dia nas redes sociais

Sobre o Dia

  • Anuncie no Dia Online
  • Quem somos
  • Expediente
  • Contato
  • Trabalhe Conosco
  • Transmita ao vivo

Editorias

  • Brasil
  • Cidades
  • Economia
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Gastronomia
  • Mercado de Trabalho
  • Mundo
  • Política
  • Saúde
  • Trânsito
  • Uncategorized
  • Anuncie no Dia Online
  • Quem somos
  • Expediente
  • Contato
  • Trabalhe Conosco
  • Transmita ao vivo

Redes Sociais

© 2025 - Todos os direitos reservados.

Segurança e Privacidade

No Result
Ver todos os resultados
  • Home
  • Últimas Notícias
  • Editorias
    • Cidades
    • Brasil
    • Mundo
    • Política
    • Economia
    • Entretenimento
    • Trânsito
    • Saúde
    • Esportes
    • Educação
    • Gastronomia
    • Mercado de Trabalho
    • Mundo
    • Política
  • DiaPlay
  • Anuncie
  • Contato

© 2025 Todos os direitos reservados.

No Result
Ver todos os resultados
  • Home
  • Últimas Notícias
  • Editorias
    • Cidades
    • Brasil
    • Mundo
    • Política
    • Economia
    • Entretenimento
    • Trânsito
    • Saúde
    • Esportes
    • Educação
    • Gastronomia
    • Mercado de Trabalho
    • Mundo
    • Política
  • DiaPlay
  • Anuncie
  • Contato

© 2025 Todos os direitos reservados.