A Polícia Federal abriu nesta sexta-feira (12) a Operação Transparência para apurar possíveis irregularidades no repasse de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.
A ação cumpre dois mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ambos em Brasília. O deputado federal Gustavo Gayer está entre os investigados.
Operação contra desvio de emendas parlamentares

As investigações da Polícia Federal apontam indícios de peculato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e corrupção. A apuração se apoia também em informações obtidas em uma operação realizada em outubro do ano passado, quando os agentes identificaram a criação de uma Oscip com documentação fraudada.
De acordo com a PF, essa entidade teria sido montada para direcionar recursos da cota parlamentar ligados ao deputado Gustavo Gayer.
Com a nova fase da operação, o parlamentar publicou um vídeo nas redes sociais na noite de quinta-feira (11). Na gravação, ele afirma ser alvo de perseguição e alega que a ação teria o propósito de inviabilizar sua futura candidatura ao Senado.
Gayer também declarou que só soube das diligências após a repercussão na imprensa e acusou o ministro Alexandre de Moraes de tentar “terrorismo” contra ele e o filho dele que também foi indiciado.
Posicionamento

Ele ainda relatou que, quando iniciou o mandato em 2022, um assessor teria sugerido que buscassem pessoas interessadas em criar novas OSCIPs, sob o argumento de que grupos de direita possuiriam menos organizações desse tipo em comparação com a esquerda.
O deputado voltou a comentar também outra linha de apuração da PF, sobre o endereço do seu escritório político.
Segundo o parlamentar, o imóvel é o mesmo onde antes funcionava a escola de idiomas Gayer e Gayer Idiomas e que as atividades presenciais da escola foram encerradas em 2020, durante a pandemia, e o espaço só voltou a ser utilizado em 2022, quando ele instalou seu gabinete político no local, além de um estúdio para podcast e de um ponto de venda de produtos em apoio ao então presidente Jair Bolsonaro (PL).
O portal entrou em contato com a assessoria do deputado para uma nota oficial sobre o caso, mas até o momento não obteve retorno.




