As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida passam a valer a partir desta quarta-feira (22), com mudanças que ampliam o acesso ao financiamento habitacional e atualizam os limites de renda e valores dos imóveis.
A principal alteração é o aumento do teto de renda familiar mensal, que agora chega a R$ 13 mil. Com isso, o programa passa a atender um público maior, incluindo famílias de classe média.
As mudanças foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e contam com recursos do Fundo Social, com cerca de R$ 31 bilhões destinados à ampliação do programa.

Novas faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida
Com a atualização, o programa passa a ser dividido em quatro faixas:
- Faixa 1: até R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 3.200,01 a R$ 5.000
- Faixa 3: de R$ 5.000,01 a R$ 9.600
- Faixa 4: de R$ 9.600,01 a R$ 13 mil
A renda considerada é a soma dos ganhos brutos mensais de todos os integrantes da família que irão compor o financiamento, incluindo salários, rendimentos autônomos, aposentadorias e pensões.
Outra mudança importante é a atualização do valor máximo dos imóveis financiados:
- Até R$ 400 mil para a faixa 3
- Até R$ 600 mil para a faixa 4
Juros mais baixos que o mercado
As taxas de juros continuam variando conforme a renda familiar, sendo menores para quem ganha menos:
- Faixa 1: entre 4% e 4,5% ao ano
- Faixa 2: entre 4,75% e 5,5% ao ano
- Faixa 3: entre 6,5% e 7,66% ao ano
- Faixa 4: cerca de 10% ao ano

Impacto econômico e social
De acordo com o governo, as mudanças devem beneficiar diretamente cerca de 87,5 mil famílias com acesso a juros reduzidos, além de incluir 31,3 mil novas famílias na faixa 3 e outras 8,2 mil na nova faixa 4.
A estimativa é de impacto de R$ 500 milhões em subsídios e R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional.
*Com informações da Agência Brasil




