A cronologia do homicídio da corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, aponta que ela foi morta em um intervalo de menos de 10 minutos.
A tese foi apresentada pelo delegado André Luiz Barbosa, em coletiva de imprensa na última quarta-feira (28).
As imagens de câmeras de segurança mostram o trajeto feito pela corretora antes da morte. Ela saiu do apartamento, deixou a porta aberta e se dirigiu ao subsolo para conferir o padrão de energia, pois o apartamento estava sem luz.
Durante o trajeto, a vítima estava enviando vídeos para amiga e o último foi encaminhado às 18h59. Nas imagens das câmeras do elevador, é possível ver que ela estava gravando um novo vídeo, porém não foi enviado.
“Esse vídeo que ela grava descendo no elevador foi encaminhado às 18h59. E os senhores podem observar que quando ela desce, é claro que ela estava gravando um vídeo. Então ela gravava e enviava. O terceiro vídeo ela não conseguiu enviar”, relatou o delegado.

Após sair do elevador, Daiane desapareceu. Em seguida, uma senhora foi vista acessando o subsolo por volta de 19h08, o que indica que o crime tenha sido cometido neste intervalo de tempo.
A Polícia também encontrou imagens que mostram o carro do síndico, uma Fiat Strada, após a hora do crime, trafegando em direção a uma região de mata com a capota fechada. Cerca de 48 minutos depois, o carro é flagrado novamente, desta vez com a capota aberta. As investigações indicam que o corpo de Daiane estava na carroceria.
Desaparecimento da corretora de imóveis
A vítima ficou desaparecida por cerca de 40 dias, até que o corpo foi localizado em uma região de mata em Ipameri, a cerca de 15 km de Caldas Novas. O síndico confessou o crime. Ele passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (29) e teve a prisão mantida. A defesa informou que ele está colaborando com as investigações.
O filho do síndico também foi preso, ele é suspeito de tentar obstruir as investigações, segundo a Polícia Civil. Ele teria, inclusive, dado um celular novo ao pai após o crime, o que seria uma tentativa de ocultar provas em uma possível apreensão do aparelho. Agora, a polícia tenta entender a participação dele no crime, se aconteceu durante ou depois do homicídio.
Ainda conforme o delegado André Luiz Barbosa, no dia da prisão, a polícia encontrou indícios de que os investigados pretendiam fugir, pois malas foram encontradas no apartamento.
As investigações seguem para esclarecer todos os fatos do crime. O corpo de Daiane foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, onde passa por exames apara definir a causa da morte. O laudo da necrópsia deve ficar pronto em 10 dias.

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