A Polícia Civil de Goiás investiga se desavenças comerciais estão por trás do assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, encontrada morta nesta quarta-feira (28) em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, no Sul do Estado.
O síndico do condomínio onde a vítima morava e o filho dele foram presos como principais suspeitos do crime.
Para localizar o corpo, a corporação mobilizou uma força-tarefa que contou, pela primeira vez na região, com o uso do novo helicóptero da Polícia Civil, em operação desde dezembro de 2025. A aeronave auxiliou na varredura aérea da área onde a vítima foi encontrada, após mais de um mês de buscas.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, a prioridade da investigação era obter a materialidade do crime.
“Hoje completa 42 dias do desaparecimento e 41 dias da notificação oficial. A gente buscava não apenas suspeitos, mas a confirmação do que, infelizmente, se trata de um homicídio”, afirmou durante coletiva.
De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, responsável pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, os indícios apontam que o crime tenha sido motivado por conflitos relacionados à administração de imóveis.
A corretora passou a ser responsável, em novembro do ano passado, por gerenciar apartamentos da própria família destinados à locação, função que antes era exercida pelo síndico. A partir daí, os atritos começaram.
Informações apontam que o síndico havia sido denunciado pelo Ministério Público de Goiás, no dia 19 de janeiro, pelo crime de perseguição reiterada (stalking) contra Daiane, com agravante de abuso de função.
De acordo com o MP, entre fevereiro e novembro de 2025, o síndico teria praticado uma série de atos, como agressões verbais, constrangimentos e monitoramento da rotina da corretora por meio das câmeras do condomínio. Ao todo, existem ao menos 12 processos envolvendo as partes.
Desaparecimento da corretora de imóveis

A Polícia informou que Daiane foi vista pela última vez em 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio para verificar um problema de energia no apartamento.
Conforme a investigação, o síndico confessou o crime e disse que retirou o corpo do local em sua caminhonete. Sem detalhar a dinâmica do homicídio, a corporação afirmou que houve uma discussão entre os dois no subsolo do condomínio.
Ainda segundo a Polícia Civil, o filho do síndico é suspeito de ter ajudado a dificultar as investigações. Um porteiro do prédio também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
O corpo de Daiane foi encontrado em avançado estado de decomposição e será transladado para Uberlândia (MG), cidade natal da vítima, onde ocorrerão o velório e o sepultamento.
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