O apartamento do síndico investigado por matar a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi invadido e vandalizado nesta quarta-feira (28), em Caldas Novas, no sul de Goiás.
Nas imagens é possível ver diversos danos e sinais de depredação. O quadro de energia foi quebrado, móveis revirados, televisão destruída e paredes pichadas com tinta vermelha, incluindo a palavra “assassino”.
A depredação também foi feita nas áreas comuns do prédio onde o crime ocorreu. Na recepção, sofás, janelas e paredes foram pichados com frases contra o síndico.
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Conflitos entre o síndico e a corretora
Apesar do síndico afirmar que não planejou o crime, a Polícia Civil avalia que há indícios de premeditação. Durante coletiva de imprensa, os delegados destacaram que o histórico de conflitos, aliado à forma como a ação foi executada, indica que o assassinato não foi impulsivo.
O delegado André Luiz informou que a motivação do assassinato pode estar ligada aos conflitos envolvendo a administração de seis apartamentos no prédio, anteriormente sob responsabilidade do síndico.

Em depoimento, o suspeito relatou que encontrou a corretora no subsolo após ela sair do elevador filmando os padrões de energia. De acordo com a versão apresentada, houve uma discussão intensa e ele acabou cometendo o crime.
A Polícia Civil explicou ainda que o local onde ficam os disjuntores é um ponto cego das câmeras de segurança. Conforme as investigações, o síndico teria utilizado as escadas após o crime para evitar ser filmado.
A defesa dos envolvidos não foi localizada até a última atualização desta reportagem.
Desaparecimento
Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro do ano passado, quando foi vista pela última vez ao entrar no elevador e descer até o subsolo do condomínio. O corpo dela foi encontrado em uma área de mata após mais de 40 dias de buscas.

Na madrugada desta quarta-feira (28), o síndico e o filho dele foram presos temporariamente. O filho é suspeito de ter atrapalhado as investigações. Segundo a polícia, ele teria entregue um celular novo ao pai, o que pode indicar tentativa de dificultar a obtenção de provas em eventual apreensão do aparelho antigo.
O porteiro do prédio também foi conduzido à delegacia para esclarecer divergências sobre a troca de turno ocorrida no mesmo horário do desaparecimento da corretora. A Polícia Civil ressaltou que não há indícios de envolvimento do funcionário no assassinato ou na ocultação do corpo, e que ele figura no inquérito apenas como testemunha.
Os investigados foram levados inicialmente para a Delegacia de Homicídios e, em seguida, transferidos para a Delegacia de Capturas, onde devem permanecer pelos próximos 30 dias, até a conclusão do inquérito.




