A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, nesta terça-feira (25), uma operação que investiga uma rede de restaurantes de alto padrão em Goiânia suspeita de fraude financeira.
Conforme as investigações, a rede de empresas atua no setor de alimentação e eventos, pertencentes a um mesmo grupo familiar. Estima-se que as fraudes tenham resultado na sonegação de aproximadamente R$ 3 milhões.
Mandados contra rede de restaurantes de alto padrão em Goiânia

Durante a ação foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em quatro estabelecimentos na cidade, sendo dois restaurantes, um salão de eventos e um empório.
De acordo com PCGO, entre as principais irregularidades identificadas estão a não emissão de notas fiscais no momento da venda de mercadorias, caracterizando o chamado “caixa dois”.
“Muitas vezes deixavam de emitir notas fiscais e omitiam informações, reduzindo o valor que deveriam pagar de ICMS ao Estado de Goiás. Isso caracterizava a prática de sonegação fiscal”, detalhou o delegado adjunto da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT).
Além disso, foi constatado o uso de máquinas de cartão de crédito e débito (POS) registradas em nome de terceiros, uma prática utilizada para ocultar o faturamento real das empresas.
“O Fisco goiano detectou que grande objetivo dessa fraude era omitir o real faturamento das empresas para continuar no Simples Nacional e ter uma alíquota menor de ICMS”, destacou o superintendente de Fiscalização Regionalizada da Secretaria da Economia, Gustavo Henrique.

Segundo a corporação, foram incluídos na lista de investigação os contadores do grupo. O material apreendido passará por análise detalhada do Fisco e será submetido a um rigoroso processo de auditoria.
Caso as irregularidades sejam comprovadas, as empresas serão autuadas visando o ressarcimento dos valores sonegados aos cofres públicos. Além disso, os proprietários poderão responder pelos crimes eventualmente praticados.
“Com a análise dos arquivos apreendidos, iremos calcular o real faturamento omitido. A partir desse valor, será possível determinar o montante exato do ICMS sonegado. Além disso, haverá a retroatividade para o desenquadramento dessas empresas do Simples Nacional, obrigando-as a recolher o tributo devido, acrescido de multas”, reforçou o superintendente Gustavo Henrique.