Goiânia ganhará um novo espaço dedicado à memória da eletrificação de Goiás e do Brasil Central. O Memorial da Energia do Brasil Central será instalado no antigo Centro Sociocultural da Celg, na Rua 252, no Setor Leste Universitário, em um edifício construído na década de 1950 para abrigar equipamentos de controle e distribuição de energia elétrica.
O projeto é uma iniciativa da EDP e da Elysium Sociedade Cultural e prevê o restauro, a recuperação e a adaptação do imóvel para receber exposições, atividades culturais e experiências voltadas à educação, ciência, tecnologia e sustentabilidade.
A proposta é preservar a história da eletrificação da região e, ao mesmo tempo, criar um espaço de conhecimento para diferentes públicos. O Memorial da Energia do Brasil Central deverá contar com registros históricos, equipamentos preservados e recursos tecnológicos para apresentar a evolução da geração e da distribuição de energia elétrica em Goiás e no Brasil Central.
“O Memorial da Energia do Brasil Central nasce em um ano especialmente simbólico para empresa, em que celebramos 10 anos de atuação da EDP no segmento de transmissão no Brasil e 30 anos de presença da companhia no país”, afirmou Dominic Schmal, diretor do Instituto da EDP na América do Sul.
Memorial da Energia do Brasil Central será instalado em prédio histórico de Goiânia

O imóvel que receberá o Memorial da Energia do Brasil Central foi construído em 1956 para receber equipamentos de controle e distribuição de energia elétrica. A antiga Subestação de Goiânia teve papel estratégico no desenvolvimento da infraestrutura energética da região e foi a primeira do gênero no Brasil Central.
Segundo o projeto, a estrutura teve participação importante na implantação da infraestrutura necessária para a eletrificação que contribuiu para a construção e inauguração de Brasília.
O edifício permanece parcialmente preservado e ainda mantém equipamentos originais. Entre eles estão estruturas técnicas desenvolvidas por empresas italianas e suíças para a Celg na década de 1950.
O imóvel foi tombado pelo Estado de Goiás em 2009, por meio do Decreto nº 6.915, posteriormente alterado pelo Decreto nº 6.989, de 4 de setembro de 2009. O tombamento reconheceu o prédio como patrimônio histórico e artístico estadual.
Depois da desativação dos equipamentos originais, no início dos anos 2000, o local passou a funcionar como Centro Sociocultural da Celg. Essa utilização permaneceu até o fim da década de 2010, quando a privatização da companhia levou ao esvaziamento do imóvel.
Espaço terá exposições digitais e realidade virtual
O projeto do Memorial da Energia do Brasil Central prevê uma experiência interativa e tecnológica. Entre os recursos planejados estão exposições digitais, realidade virtual, jogos educativos e outras ferramentas destinadas ao aprendizado sobre eletricidade, sustentabilidade e uso eficiente da energia.
Os equipamentos históricos que permanecem no prédio deverão ser realocados durante a implantação do memorial, com o objetivo de preservar a autenticidade do imóvel e permitir que os visitantes conheçam parte da evolução da geração e da distribuição de energia elétrica na região.
“As intervenções vão respeitar integralmente o valor histórico do edifício e têm como propósito preservar sua memória, ao mesmo tempo em que o transformam em um espaço vivo, preparado para dialogar com as próximas gerações”, afirma o engenheiro Wolney Unes, diretor executivo do projeto e responsável pela Elysium Sociedade Cultural.
A arquiteta Jessica Marques, responsável pela gestão da obra, destaca que a proposta combina preservação, tecnologia, exposições e iniciativas culturais em uma experiência voltada à aprendizagem e à valorização da memória.
Obras do Memorial da Energia começam em 2026
As obras para implantação do Memorial da Energia do Brasil Central estão previstas para começar ainda em 2026. O contrato tem duração de cinco anos.
Durante o período de execução das intervenções, também estão previstas atividades culturais no espaço, incluindo exposições e seminários.
A proposta é que o local funcione como um espaço ativo desde a implantação, promovendo ações relacionadas à formação da consciência ambiental, disseminação do conhecimento e valorização da história da energia no Brasil Central.
O projeto será conduzido pela Elysium Sociedade Cultural, com patrocínio da EDP por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet.
Elysium Sociedade Cultural
A Elysium Sociedade Cultural atua há quase 40 anos na valorização da cultura brasileira por meio de projetos relacionados a patrimônio, memória, arte, educação e transformação social.
A instituição desenvolve projetos de restauração, requalificação de bens históricos e adaptação de espaços para novos usos culturais. Ao longo de sua trajetória, foram aproximadamente 50 mil metros quadrados de imóveis históricos requalificados.
A Elysium também mantém uma linha editorial própria, com mais de 150 publicações sobre artes, arquitetura, restauração, crítica e educação. A instituição realiza ainda cursos, oficinas, espetáculos e encontros culturais.
Segundo as informações do projeto, a Elysium é atualmente a maior produtora cultural atuante em Goiás.
EDP completa 30 anos de atuação no Brasil
A EDP está presente em quatro regiões do mundo: América do Norte, Ásia-Pacífico, Europa e América do Sul. Em 2026, a empresa celebra 50 anos de história e 30 anos de presença no Brasil.
Na América do Sul, o grupo atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, além do desenvolvimento, construção e manutenção de ativos eólicos e solares.
A operação sul-americana possui ativos avaliados em R$ 41 bilhões e conta com mais de 12 mil funcionários diretos e terceirizados.
No Brasil, a EDP também atua com soluções energéticas para o mercado B2B, incluindo geração solar distribuída e venda de energia no mercado livre. O negócio de distribuição atende cerca de 3,8 milhões de clientes nos estados de São Paulo e Espírito Santo.












