Depois de percorrer cinco cidades do interior de Goiás, “Cobre do meu pai” chega ao Centro Cultural UFG, em Goiânia, na próxima quinta-feira (8/10). O monólogo será apresentado às 20h e a entrada é gratuita, sem necessidade de retirada antecipada de ingressos. A circulação do espetáculo também chegará a Luziânia, no Pontão de Cultura Tríade, nos dias 10 (sábado – 19h30) e 11 de outubro (domingo – 17h), e em Hidrolândia, em data a ser definida.
A circulação tem o patrocínio do Supermercado Leve, por meio do Programa Goyazes, Governo de Goiás, Secretaria de Estado da Cultura. Em Goiânia o evento conta com o apoio do Centro Cultural da UFG. A produção Executiva é da Dias e Melo Assessoria Cultural, de Wellington Dias e Reginaldo Melo, e a realização é da Bambolina Produções.
O público de Luziânia ainda recebe a oficina “Introdução ao Teatro”, ministrada por Hélio Fróes. A atividade aborda noções básicas de teatro e expressão vocal e corporal, incentivando o contato dos participantes com as artes cênicas. A oficina será realizada também no Ponto de Cultura Tríade, no domingo, 11 de outubro, das 9h30 às 11h30. A presença das atividades formativas amplia a proposta da circulação.
“Mais do que levar um espetáculo pronto para diferentes municípios, o projeto busca criar espaços de encontro e troca com as comunidades, aproximando novos públicos dos processos que envolvem o fazer teatral”, compartilha Fróes.
Reconhecimento durante a circulação
As apresentações acontecem após três premiações do espetáculo no Festival Hidro Encena, que reconhecem a construção de “Cobre do meu pai”: a interpretação de Hélio Fróes, a condução cênica de Fernanda Pimenta e a concepção do cenário de Rô Cerqueira.
A passagem por Luziânia e Hidrolândia encerram uma circulação que tem como um de seus principais objetivos contribuir para a descentralização da programação cultural em Goiás. Ao levar um espetáculo de teatro contemporâneo e atividades formativas para diferentes municípios, o projeto amplia o encontro da produção artística goiana com novos públicos e fortalece a presença das artes cênicas para além dos circuitos onde tradicionalmente se concentra a oferta cultural.
Memórias, heranças e relações familiares
O que representa um objeto herdado dentro de uma família? Essa é uma das questões que atravessam “Cobre do meu pai”, monólogo que parte de uma história real para abordar memória, identidade, relações familiares, patriarcado e masculinidades. A obra, estreada em 2024, combina elementos de ficção e fabulação para reconstruir lembranças e segredos relacionados à figura paterna.
No centro da narrativa está um tacho de cobre de cem litros, herdado pelo protagonista. A decisão de vender o objeto desencadeia uma série de lembranças e acontecimentos do passado, levando o personagem a revisitar a relação com o pai e a própria trajetória familiar. Ao longo do espetáculo, o tacho deixa de ser apenas uma herança material e passa a representar histórias, afetos, silêncios e questões transmitidas entre diferentes gerações.
Com direção de Fernanda Pimenta, a montagem utiliza uma estrutura cênica minimalista. Em cena, Hélio Fróes contracena com o grande tacho de cobre e um tapete circular de couro. Sem trilha sonora, o espetáculo concentra a narrativa na atuação, na presença física do intérprete e na relação estabelecida com os objetos em cena.
O tacho também desempenha papel importante na construção visual e simbólica do espetáculo e foi reconhecido com o prêmio de Melhor Cenário para Rô Cerqueira. Sua forma circular estabelece uma relação com a ideia de ciclos familiares e com a repetição de comportamentos e conflitos ao longo das gerações.
A partir da relação entre pai e filho, “Cobre do meu pai” coloca em cena questões sobre o que é herdado, o que permanece silenciado dentro das famílias e até que ponto é possível transformar a relação com o próprio passado.
Sobre Fróes
Diretor, dramaturgo, ator, roteirista e professor, Hélio Fróes é um dos fundadores da Cia. de Teatro Nu Escuro, criada em 1996 e reconhecida por sua trajetória nas artes cênicas do Centro-Oeste.
Depois de mais de uma década afastado dos palcos como ator, Fróes retornou à cena em 2024 justamente com “Cobre do meu pai”, reunindo no trabalho experiências pessoais e uma trajetória dedicada à criação, à pesquisa e à formação artística.
Serviço: Hélio Fróes apresenta Cobre do meu pai”no CCUFG, em Goiânia, e em Luziânia
Goiânia
Quando: 8 de outubro, quinta-feira, às 20h
Onde: CCUFG, Q. 71 – Av. Universitária, 1533 – Setor Leste Universitário
Entrada: Gratuita (não é necessária a retirada de ingressos)
Luziânia
Quando: 10 e 11 de outubro (Sábado, às 19h30 | Domingo, às 17h)
Onde: Pontão de Cultura Tríade (Av.Miguel Reale quadra 13 lote ped 1, Luziânia)
Entrada: Gratuita
– Oficina “Introdução ao Teatro”: 11 de outubro, das 9h30 às 11h30,
Onde: Pontão de Cultura Tríade
Entrada: Gratuita












