No dia 3 de agosto, o grupo de Teatro Casa 107 embarcou para a Escócia para uma sequência de nove apresentações. O espetáculo “Espécie”, que já foi apresentado mais de 200 vezes, com circulações na Europa e América Latina, será apresentado no Festival Fringe de Edimburgo, na Escócia. Considerado o maior festival de artes do mundo, será a primeira vez a integrar em sua programação o trabalho de um grupo do Centro-Oeste do Brasil.
O espetáculo é uma criação conjunta de Rodrigo Cunha e de Valéria Braga, que assina a direção do trabalho. A temporada na Escócia acontece entre os dias 9 e 15 de agosto, no Braw Venues Alba Theatre. Esta circulação tem apoio da Política Nacional Aldir Blanc do Estado de Goiás.
Além das apresentações agendadas, o espetáculo da Casa 107 também vai integrar o Market Place do Festival, uma espécie de vitrine para que programadores e curadores de artes de todo o mundo possam acessar e convidar o grupo para alçar novos vôos.
“O espetáculo irá compor o market place até 2029, isto é um feito inédito para um grupo do coração do Brasil”, comenta Wellington Dias, produtor da turnê, que também celebra aprovação do projeto na PNAB. “A PNAB é essencial para mostrar que projetos artísticos goianos têm a mesma qualidade que se encontra em qualquer país. Levar Goiás para a maior vitrine de artes do mundo é uma honra e uma responsabilidade”, compartilha.
Circulação e compartilhamento
O produtor logístico da turnê é Reginaldo Melo e o produtor internacional é João Bosco Amaral, que está de volta ao Brasil depois de uma longa temporada de estudos e trabalhos em Portugal. Valéria Braga, que assina a direção, compartilha que o espetáculo se alimenta da experiência compartilhada o que torna-se fundamental para a circulação do trabalho.
“Ao nos depararmos com outras culturas, aprendemos, sobretudo, mais sobre quem somos em um mundo marcado pelas alteridades. Nesse contexto, a PNAB é decisiva para a manutenção, o fortalecimento e a representatividade da diversidade cultural incentivando um mundo mais tolerante”, comenta.
O grupo retorna ao Brasil no dia 25 agosto, depois de cumprir agenda de rodadas de negócios e ações de internacionalização. No retorno, a Casa 107 oferecerá uma ação formativa gratuita em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura: uma palestra sobre “Circulação Internacional nas Artes da Cena: caminhos, estratégias e experiências a partir do espetáculo ƎSPÉCIE”, ministrada por Valéria Braga, Rodrigo Cunha e Wellington Dias.
A fala tem o objetivo de compartilhar processos, estratégias, desafios e oportunidades de inserção em circuitos internacionais, a partir da experiência neste festival.
Espécie
Denominado de teatro físico, o Espécie foi concebido pela diretora Valéria Braga e o ator Rodrigo Cunha, ambos goianos, com carreiras reconhecidas no teatro, televisão, cinema e dança. Dirigida por Braga e protagonizado por Cunha, a peça chama atenção pela originalidade e os desafios que impõe à plateia.
Em um espaço completamente escuro, iluminado apenas por um telefone celular, o ator Rodrigo Cunha constrói imagens, presenças e metamorfoses que atravessam as fronteiras entre o humano e o animal, o visível e o invisível, o conhecido e aquilo que ainda não conseguimos nomear.
É um monólogo sem texto, em que só o corpo fala, numa linguagem que conecta e se converte em profundas vivências no espaço escuro, em que ator e público submergem e emergem na mesma respiração, com uma pergunta fundamental: “quem olha quem?”
Trajetória consagrada
Um dos mais longevos espetáculos brasileiros, com 12 anos de atuação ininterruptas por todo o Brasil e várias turnês pela América do Sul e Europa, o Espécie completou este ano a marca de 200 apresentações.
Ao longo dos últimos cinco anos e, especialmente em 2025 e 2026, o Espécie partiu para um projeto de circulação internacional, contemplado pelas leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc.
Serviço: Grupo de Teatro Casa 107 apresenta Espécie na Escócia
Quando: 9 a 15 de agosto
Onde: Edimburgo, Escócia
Mais informações: https://www.instagram.com/casa107vivace/












