Incêndios florestais atingiram várias áreas de vegetação em diferentes áreas de Goiás nos últimos dias. As ocorrências mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, brigadistas e órgãos ambientais para conter as chamas e evitar que o fogo avance sobre áreas de preservação.
Na região da Chapada dos Veadeiros, mais de 1,2 mil hectares foram atingidos. Em Colinas do Sul, a área queimada supera 900 hectares, enquanto outros 300 hectares foram afetados nas proximidades do Morro da Baleia, dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
Incêndio na Chapada dos Veadeiros

O combate começou após o surgimento dos primeiros focos, na sexta-feira (21). Em Colinas do Sul, mais de 25 bombeiros militares florestais e brigadistas participaram da operação. O incêndio foi contido por barreiras e aceiros naturais, mas as equipes permanecem na região para realizar o rescaldo, acompanhar pontos de calor e evitar novas ignições.
Na área da APA Pouso Alto, próxima ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o governo estadual também prestou apoio ao ICMBio no combate às chamas. O fogo alcançou áreas próximas à GO-239 e propriedades particulares. A estimativa é de que mais de 300 hectares tenham sido atingidos, com a participação de bombeiros e brigadistas nas ações de controle e monitoramento.
Outra frente de incêndio começou no sábado (22), na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra Dourada. A ocorrência já teria atingido mais de 600 hectares. As equipes do Corpo de Bombeiros foram reforçadas para tentar conter o avanço das chamas e impedir que o fogo chegue a áreas ambientalmente sensíveis do parque.

As condições meteorológicas dificultam o trabalho das equipes. Na região da Cidade de Goiás, por exemplo, as temperaturas chegaram perto dos 37°C neste domingo (23), acompanhadas de tempo seco e baixa umidade relativa do ar. Esse conjunto de fatores favorece a propagação rápida das chamas e aumenta o risco de novos incêndios.
O Estado atravessa um período de atenção para ocorrências florestais, marcado pela estiagem, vegetação ressecada, temperaturas elevadas, baixa umidade e presença de ventos. Por isso, mesmo após o controle das chamas, os locais atingidos continuam sendo monitorados para identificar possíveis novos focos.




