Goiás intensificou as ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios em vegetação durante o período de estiagem. O estado mantém equipes em campo, monitoramento por satélite e estruturas de resposta distribuídas pelo território para identificar e controlar ocorrências.
Nas unidades de conservação, 125 profissionais são mobilizados diariamente. O trabalho envolve equipes responsáveis pelas áreas protegidas, bases do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais e o posto de comando instalado em Alto Paraíso de Goiás.
O Corpo de Bombeiros mantém ainda equipes de prontidão em oito parques estaduais e nas 72 unidades operacionais existentes em Goiás.
Para acompanhar a evolução dos incêndios, as equipes utilizam imagens de satélite e informações sobre focos de calor e áreas queimadas, com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Os alertas emitidos pelo sistema de monitoramento incluem a localização das ocorrências e são encaminhados a brigadas, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e órgãos municipais de meio ambiente. A ferramenta permite direcionar as equipes para os pontos identificados.

Área queimada aumenta 23,3% em um ano
Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ) apontam aumento na área atingida pelo fogo em Goiás. Até 16 de agosto, foram registrados 138.908 hectares queimados em 2026, contra 112.686 hectares no mesmo período de 2025. O crescimento representa alta de 23,3% na área afetada pelas queimadas.
O aumento das ocorrências ocorre em um período de condições climáticas que favorecem a propagação das chamas. A combinação de baixa umidade do ar, temperaturas elevadas, estiagem prolongada e vegetação seca aumenta o risco de incêndios.
Segundo dados do Corpo de Bombeiros, grande parte dos incêndios em vegetação tem relação com atividades humanas, sejam elas acidentais ou intencionais. Entre as situações apontadas estão queimadas para limpeza de terrenos e áreas rurais, manejo de pastagens e queima de resíduos.
Por causa do período crítico, Goiás decretou emergência ambiental por 120 dias em todo o território estadual. O Decreto nº 10.962 também suspendeu o uso do fogo em vegetação entre 1º de julho e 31 de outubro de 2026.
A restrição possui exceções para povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, desde que sejam observados os procedimentos previstos na legislação e feita a comunicação prévia à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

Medidas de emergência
A situação de emergência ambiental permite a adoção de medidas administrativas para agilizar ações destinadas a reduzir os impactos dos incêndios sobre os ecossistemas.
Entre as providências previstas estão a contratação temporária de pessoal e a aquisição de bens, materiais e serviços necessários ao enfrentamento das ocorrências.
A orientação durante a estiagem é evitar qualquer prática que possa provocar queimadas e comunicar os órgãos responsáveis ao identificar um incêndio. Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.




