O filho do motorista da Polícia Civil João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, confessou ter matado o próprio pai e afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que agiu por “ganância”.
O suspeito foi preso após indicar o local onde havia abandonado o corpo da vítima, encontrado na segunda-feira (15), em uma área de mata de Goiânia.
Segundo a investigação, o crime teria sido motivado pelo interesse na caminhonete da vítima. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito planejou a ação para roubar o veículo, uma Toyota Hilux avaliada em cerca de R$ 90 mil, que posteriormente teria sido vendida por R$ 50 mil.
Durante o depoimento, o homem declarou estar arrependido e afirmou ter agido em um momento de loucura.
“Foi um momento de loucura, um momento de ganância, sem pensar, porque tenho muito a perder.”, afirmou.

Crime foi planejado, diz polícia
De acordo com o delegado João Paulo Mendes, responsável pelas investigações, o suspeito confessou que foi até a residência do pai armado com um revólver calibre 38.
“A intenção dele era uma subtração patrimonial que seria a obtenção desse veículo. Para subtrair essa Hilux ele acabou efetuando o disparo. Já foi tudo premeditado”, explicou o delegado.
Em depoimento, o suspeito relatou que discutiu com o pai após pedir dinheiro por PIX e tentar convencê-lo a entregar a caminhonete, o que não aconteceu. Segundo a polícia, a vítima foi morta com um tiro na lateral da cabeça.
Após o homicídio, o suspeito enrolou o corpo em lençóis, tapetes e toalhas, arrastou-o até a caminhonete e o abandonou em uma área de mata.
Durante as buscas, os policiais encontraram o celular da vítima quebrado na casa do suspeito, além de vestígios de sangue. Também foram apreendidos um notebook, cartões bancários e outros materiais que podem auxiliar nas investigações.
Desaparecimento

João Lourenço estava desaparecido desde sábado (13), após sair de casa em Goiânia. Familiares mobilizaram buscas e divulgaram informações sobre o desaparecimento nas redes sociais. A última mensagem enviada por ele em um aplicativo de mensagens teria ocorrido por volta das 10h daquele dia.
O motorista morava no bairro Parque Jardim Buriti. Segundo familiares, ele havia combinado uma viagem para Bela Vista de Goiás com o filho. Como não conseguiu sair no horário previsto, o filho teria seguido sozinho, conforme relatos obtidos durante a investigação.
Além do filho da vítima, outras cinco pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime. Um dos investigados foi liberado após pagamento de fiança.
As investigações apontam que um dos presos teria alugado a arma utilizada no homicídio e participado diretamente da ação. Outras três pessoas são suspeitas de receptação da caminhonete roubada, enquanto uma sexta pessoa é investigada por supostamente tentar esconder um dos envolvidos, o que pode configurar favorecimento pessoal.
A defesa dos investigados não foi localizada até a última atualização desta reportagem.




