O laudo preliminar das amostras da merenda servida aos alunos do Colégio Estadual Professor Sérgio Fayad Generoso, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, não apontou sinais de contaminação no alimento investigado após dezenas de estudantes apresentarem sintomas de mal-estar no fim de maio.
O exame foi realizado por um laboratório especializado de Brasília, por solicitação da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc), e concluiu que o escondidinho de carne com batata servido aos alunos estava dentro dos padrões sanitários exigidos pela legislação.
O caso ocorreu em 28 de maio, quando pelo menos 30 estudantes relataram sintomas como enjoo, diarreia e ânsia de vômito após consumirem a refeição oferecida na unidade escolar. Três alunos chegaram a ser hospitalizados com suspeita de intoxicação alimentar e foram encaminhados ao Hospital Estadual de Formosa entre os dias 29 e 31 de maio, segundo familiares.

Investigação continua com novos exames
Apesar do resultado inicial afastar a hipótese de contaminação do alimento analisado, a investigação ainda não foi concluída. A Vigilância Sanitária de Formosa aguarda outros dois laudos para esclarecer o que provocou os sintomas nos estudantes.
Entre os exames pendentes está uma contraprova realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Goiânia. Também foram coletadas amostras da água utilizada na escola para verificar a existência de possíveis irregularidades. O resultado dessa análise deve ser divulgado nesta semana.
De acordo com a direção da unidade, o almoço servido naquele dia era composto por arroz, feijão de caldo, escondidinho de carne moída, salada de repolho com tomate e laranja. Inicialmente, a principal suspeita recaiu sobre o escondidinho de carne.
Vistoria não encontrou irregularidades
Após ser comunicada sobre os casos, a diretora da escola procurou a Vigilância Sanitária e informou que alguns alunos haviam apresentado sintomas gastrointestinais. Como medida preventiva, as aulas e o fornecimento de refeições foram suspensos no dia seguinte.
Uma equipe formada por fiscais sanitários e uma nutricionista realizou inspeções na unidade escolar. Durante a vistoria, foram avaliadas as condições da cozinha, despensa, armazenamento dos alimentos, higienização dos utensílios, procedimentos de preparo das refeições e limpeza dos bebedouros.
Segundo a Vigilância Sanitária, não foram encontrados indícios de contaminação cruzada, falhas nos processos de manipulação ou outras irregularidades capazes de comprometer a segurança dos alimentos servidos.
A carne moída utilizada na preparação da refeição também foi inspecionada e, conforme o órgão, não apresentava características que indicassem problemas sanitários. Mesmo assim, o produto foi descartado por já estar descongelado e não poder ser reaproveitado.
Vigilância amplia fiscalização na região
Além das medidas adotadas dentro da escola, a Vigilância Sanitária iniciou uma força-tarefa em estabelecimentos comerciais localizados nas proximidades do colégio.
A ação busca identificar possíveis falhas sanitárias ou a comercialização de alimentos que possam ter relação com os casos registrados entre os estudantes, ampliando as linhas de investigação enquanto os resultados dos exames complementares não são concluídos.
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