A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (19), seis operações simultâneas com foco direto na repressão a organizações criminosas envolvidas em tráfico de drogas, fraudes eletrônicas e crimes patrimoniais.
Ao todo, são cumpridas 185 medidas judiciais, incluindo 113 mandados de prisão, em Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso e no Distrito Federal.
As ações miram investigados por crimes como associação para o tráfico, organização criminosa, estelionato virtual, fraudes bancárias, ocultação de valores e roubo majorado.
Além das prisões e buscas, a ofensiva também determinou o bloqueio de mais de R$ 4,2 milhões em bens e ativos financeiros ligados aos suspeitos.

Ações miram estrutura financeira e logística do crime
A estratégia adotada pela Polícia Civil concentra esforços em atingir diretamente a estrutura operacional e financeira das organizações criminosas. As operações ocorreram de forma coordenada entre unidades especializadas, com atuação integrada em diferentes estados.
Segundo o delegado-geral André Ganga, o objetivo é enfraquecer os grupos investigados por meio da descapitalização e interrupção das atividades ilegais.
Operação Agropix
Entre as principais ações está a Operação Agropix, conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde. A ofensiva cumpriu mais de 80 medidas judiciais, entre prisões temporárias, mandados de busca e apreensão e bloqueios de valores.
A operação tem como foco um grupo criminoso especializado no golpe conhecido como “mão fantasma”, em que há acesso remoto a dispositivos das vítimas para realização de transferências bancárias ilegais. As medidas também visam interromper a movimentação financeira dos investigados.

Operação Destroyer
Outra frente da força-tarefa é a sétima fase da Operação Destroyer, denominada “Cobrança Final”, conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc).
A ação cumpriu 40 medidas judiciais, sendo 20 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, nas cidades de Goiânia, Trindade e São Luís de Montes Belos.
O foco é desarticular uma organização criminosa estruturada para a comercialização de drogas por meio de sistema de entrega. As investigações indicam que o grupo utilizava veículos e motocicletas para distribuição, além de manter uma rede organizada para vendas, logística e cobrança de dívidas.
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