Um homem de 25 anos foi preso preventivamente suspeito de abusar sexualmente da própria sobrinha, uma criança de 7 anos, em Anápolis.
A prisão foi realizada na última sexta-feira (27) pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
De acordo com as investigações, os abusos teriam ocorrido de forma reiterada por mais de dois anos, com início quando a vítima tinha cerca de 5 anos.
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O caso começou a ser apurado em 2025, após a criança relatar espontaneamente à coordenação pedagógica da escola os episódios de abuso. A família então foi avisada e a menina passou a enfrentar resistência dentro da própria casa.
Conforme a delegada Aline Lopes, os familiares não acreditaram na menina e passaram a fazer represálias, até mesmo com violência física.
Após um novo episódio de abuso, a criança decidiu agir por conta própria e recolheu material biológico do suspeito em um recipiente e entregou a parentes, que posteriormente encaminharam o conteúdo à Polícia Civil para análise pericial.
“A fim de comprovar que os abusos vinham acontecendo, a menina recolheu material biológico do abusador e entregou a uma outra pessoa da família, que então encaminhou a criança, o material e todo o caso à DPCA”, detalhou a delegada.
Em depoimento, a vítima detalhou a progressão dos abusos ao longo dos anos. Ela também relatou que, ao tentar resistir ou pedir ajuda, era impedida pelo agressor, que a ameaçava para que não contasse a ninguém.
Diante da gravidade dos fatos e do risco de continuidade dos crimes, a autoridade policial solicitou à Justiça a prisão preventiva do investigado, além de medidas como busca e apreensão e quebra de sigilo de dados eletrônicos. O pedido teve parecer favorável do Ministério Público e foi integralmente aceito pelo Judiciário.
O suspeito foi localizado, preso e permanece à disposição da Justiça. Como não teve a identidade divulgada, o Portal Dia não conseguiu localizar a defesa até a última atualização desta reportagem.
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Além disso, os familiares que sabiam do caso e não tomaram providências também serão investigados e podem ser responsabilizados.




