A investigação sobre a morte da corretora Daiane Alves Souza de Oliveira aponta que o síndico do prédio onde ela morava, em Caldas Novas, no sul de Goiás, assinou procurações para transferir a administração do condomínio ao filho dias após confessar o crime.
As informações foram confirmadas pelo delegado André Luiz Barbosa dos Santos, responsável pelo caso na Polícia Civil de Goiás.
De acordo com a investigação, a confissão do síndico ao filho ocorreu em 15 de janeiro, cerca de um mês após o homicídio. Na ocasião, ele teria dito que poderia ser preso e que era necessário garantir a continuidade da gestão do condomínio.
Após essa conversa, segundo a polícia, o síndico iniciou a formalização de documentos para repassar a administração ao filho, mantendo pagamentos e rotinas do condomínio em funcionamento.
Dois dias depois, em 17 de janeiro, o filho comprou um novo celular para o pai. Inicialmente, a aquisição levantou suspeitas de possível tentativa de ocultação de provas. No entanto, as diligências indicaram que o aparelho foi habilitado com o número antigo do síndico para permitir a instalação dos aplicativos de gestão e a continuidade das movimentações financeiras do condomínio.

Em depoimento, o homem afirmou que o pai temia a apreensão do telefone original, já que todos os sistemas bancários e administrativos do prédio estavam vinculados ao aparelho pessoal dele.
As investigações apontaram ainda que o filho do síndico estava em Catalão no momento do crime e não participou da execução da corretora. Segundo o delegado, o fato de ele ter tomado conhecimento da confissão não configura crime, pois não havia obrigação legal de comunicação imediata às autoridades.
Em nota, a defesa informou que apresentou à Polícia Civil provas que comprovariam a ausência de participação dele no homicídio e destacou que o arquivamento das suspeitas era a única medida juridicamente adequada, ressaltando os princípios da presunção de inocência e do devido processo legal.
Caso Daiane
Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025, após descer ao subsolo do prédio para verificar uma queda de energia. Cerca de 40 dias depois, a polícia prendeu o síndico, que confessou o crime.
A força-tarefa conseguiu recuperar as imagens do celular da vítima. As imagens mostram Daiane saindo do elevador e seguindo em direção ao subsolo do prédio, onde ficam os quadros de energia. No local, ela foi surpreendida pelo síndico do condomínio que, conforme a investigação, já aguardava a vítima com a caminhonete preparada para a fuga.
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