A Polícia Civil de Goiás (PCGO) apresentou, nesta quinta-feira (19), a conclusão do inquérito que investigava o homicídio da corretora de imóveis Daiane Alves Souza.
A força-tarefa conseguiu recuperar as imagens do celular da vítima. Um vídeo feito por ela momentos antes do crime ajudou a esclarecer a dinâmica de como tudo aconteceu. Ela foi morta com dois tiros na cabeça.
A polícia afirma que a recuperação do vídeo gravado pela própria corretora foi fundamental para reconstruir os últimos movimentos da vítima e consolidar a linha investigativa que aponta para um crime planejado, motivado por conflitos anteriores entre Daiane e o síndico relacionados à administração de imóveis da família dele no condomínio.
Corretora de imóveis foi atacada por síndico antes de morrer
As imagens mostram Daiane saindo do elevador e seguindo em direção ao subsolo do prédio, onde ficam os quadros de energia. No local, ela foi surpreendida pelo síndico do condomínio que, conforme a investigação, já aguardava a vítima com a caminhonete preparada para a fuga.
No vídeo, Daiane chega a comentar que o síndico está no subsolo do prédio e filma ele por um breve momento. A polícia aponta indícios de premeditação e emboscada.
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De acordo com a reconstituição feita pelos investigadores, os disparos não teriam ocorrido no prédio, já que tiros seriam audíveis da portaria e nenhuma testemunha relatou ter ouvido barulho no dia do desaparecimento.
Os exames ainda indicaram fraturas compatíveis com dois disparos de arma de fogo, o que contradiz a versão inicial de disparo acidental apresentada pelo suspeito.
A suspeita é que Daiane tenha sido atacada, levada inicialmente a um escaninho do condomínio, onde foram encontrados vestígios do sangue dela, depois colocada na caminhonete e transportada até o local onde foi morta e abandonada.
Conforme a polícia, a arma usada não foi localizada, e o síndico não possui registro nem porte legal de arma de fogo.
O filho do síndico chegou a ser preso durante a investigação por suspeita de tentar dificultar o trabalho policial, após ajudar a trocar o telefone do pai. Contudo, segundo as apurações, não há indícios de participação direta dele no homicídio.

Desaparecimento
A corretora estava desaparecida desde o 17 de dezembro de 2025. Mais de 40 dias depois, o corpo foi localizado em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da cidade. O síndico foi preso posteriormente, confessou o crime e permanece à disposição da Justiça.
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