A bebê Aruna Rodrigues, uma das gêmeas siamesas separadas em uma cirurgia realizada em Goiânia, morreu na véspera de Natal, em São Paulo.
A informação foi divulgada pelo cirurgião Zacharias Kalil, responsável pelo procedimento, por meio de uma publicação nas redes sociais na noite de quarta-feira (24).
Morte de gêmea siamesa

A intervenção que separou Aruna e a irmã Kiraz ocorreu em 10 de maio deste ano, com duração de 19 horas. Kiraz morreu poucos dias depois da operação, ainda em maio. Elas tinham 1 ano e seis meses e eram unidas pelo tórax, abdômen e bacia.
No texto divulgado pelo médico, ele destacou o período de tratamento, marcado por avanços e recaídas, e prestou solidariedade à família. Segundo o relato, a equipe médica acompanhou Aruna diariamente.
O Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), onde o procedimento foi realizado, também lamentou o falecimento. Em nota, informou que após sete meses de cuidados contínuos, a paciente apresentou melhora recente e chegou a ser transferida para a enfermaria em 10 de dezembro.
Na época, a cirurgia contou com 16 especialistas e envolveu uma força-tarefa multidisciplinar composta por cerca de 50 profissionais, conforme dados da unidade hospitalar.
Confira a nota do cirurgião Zacharias Kalil

“Hoje nos despedimos da pequena Aruna com o coração apertado e em oração.
Foram meses de luta, de esperança, de recaídas e incertezas. Meses de pesquisas, cuidados intensos e muitas orações feitas por milhares de pessoas que acreditaram até o fim.
Hoje, Deus resolveu aliviar o sofrimento da Aruna e a levou para perto de sua irmã Kiraz. Uma dor imensa para todos nós, especialmente para essa família que lutou com coragem, fé e amor pelas suas gêmeas siamesas.
Que Jesus conforte o coração dos pais e de todos os familiares, trazendo paz em meio a um momento tão difícil.
Mesmo sendo profundamente doloroso, hoje também é dia de silenciar o coração e confiar nos planos de Deus, que muitas vezes não compreendemos, mas sabemos que são maiores do que nós”.




