A Polícia Civil (PCGO) concluiu as investigações relacionadas à rede de apoio dada ao fugitivo Lázaro Barbosa Sousa, de 32 anos, morto em confronto policial no último dia 28 de junho. Os 13 inquéritos policiais instaurados foram concluídos e já remetidos ao Poder Judiciário.
Ao todo, cinco pessoas foram indicadas por favorecimento pessoal na fuga do foragido. Entre elas, um fazendeiro da cidade, a então esposa de Lázaro, a ex-companheira e a ex-sogra de Lázaro. Em coletiva de imprensa, a polícia chegou a citar o caseiro da propriedade rural como um quinto indiciado, mas ele teve seu processo enviado à Justiça e seu nome foi retirado do caso e ele passou a ser considerado uma das vítimas de Lázaro.
“Os elementos de prova colhidos no bojo do inquérito indicaram que eles, de fato, prestaram auxílio para que ele [Lázaro] não fosse capturado pelas forças policiais, tanto prestando informações, dando guarita – inclusive alimentação, levando ele para esconderijos e, sobretudo, iriam propiciar a fuga definitiva dele, que foi impedida pela captura”, pontuou o titular da 17ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Goiás, delegado Cléber Martins.
Rede de apoio de Lázaro Barbosa
Um fazendeiro da região, preso no distrito de Girassol, foi um dos principais alvos do trabalho investigativo. Segundo a apuração, o suspeito teria auxiliado o fugitivo, dando abrigo e comida. Teria ainda proibido que a força-tarefa entrasse em sua propriedade para a realização de buscas. Além do auxílio na fuga de Lázaro, ele foi ainda autuado em flagrante e indiciado por posse irregular de duas armas de fogo.
Com relação às mulheres, a Polícia concluiu que as três tiveram contato com o fugitivo durante a perseguição e não o denunciaram. Elas foram indiciadas pelo crime previsto no artigo 348 do Código Penal, que qualifica como crime o auxílio a suspeito para que fuja de ação policial. Se condenadas, podem pegar de um a seis meses de prisão e multa. “Ainda está sendo apurada [a participação] de outras pessoas. Nada impede que, surgindo provas, sejam instaurados devidos procedimentos”, reforçou o delegado.
De acordo com o titular da SSP-GO, Rodney Miranda, a Polícia Civil avalia agora solicitar à Justiça o sequestro da propriedade rural do fazendeiro denunciado. “Nós estamos estudando [essa possibilidade] para que, com a futura venda dessa propriedade, possamos amortizar o gasto feito para a captura dele [Lázaro], visto que, ao escondê-lo lá, ele atrasou em pelo menos uma semana a operação”, informou o chefe da pasta.