O Sertão Negro, fundado pelo artista visual Dalton Paula, completa cinco anos em 2026 e vem operando como um ecossistema negro de formação, criação e transformação social, localizado em Goiânia. Em um movimento de consolidação institucional, o Sertão Negro anuncia a curadora Beatriz Lemos como diretora artística, ao lado de Dalton Paula, diretor-presidente.
Em atividade desde 2021, o Sertão Negro desenvolve ações voltadas à arte, educação, meio ambiente e fortalecimento comunitário. A chegada de Beatriz Lemos ocorre no momento em que o projeto amplia sua estrutura institucional e prepara novas estratégias para garantir continuidade, sustentabilidade e expansão de suas atividades.
Com trajetória como curadora coordenadora do Instituto Inhotim e curadora chefe do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Beatriz Lemos assume a direção artística do Sertão Negro em junho de 2026. A gestão busca “consolidar sustentabilidade, profissionalização e expansão do complexo artístico-cultural, com foco na construção de estratégias de continuidade para um espaço que vem se afirmando como uma das
experiências mais relevantes e radicais da arte contemporânea brasileira”
De acordo com Beatriz, a criação de um fundo de sustentabilidade, um novo programa de Patronos e a ampliação de sua estrutura institucional apontam para um compromisso de longo prazo: garantir permanência, circulação e impacto estrutural para artistas, pesquisadores, comunidades e agentes culturais vinculados ao projeto.
“Neste momento de institucionalização do Sertão Negro, trabalhamos com o desejo de transformar experiências construídas coletivamente em estruturas de permanência, capazes de sustentar circulação, sustentabilidade e continuidade sem perder a força crítica e territorial que define o projeto”, explica Beatriz Lemos.
Para Dalton Paula, a chegada de Beatriz Lemos ao Sertão Negro é um passo forte ao profissionalismo e a institucionalização do projeto diante do sistema das artes. “Diante dos novos compromissos e caminhos que estamos construindo, fico muito feliz em contar com uma profissional de grande experiência institucional, com passagens pelo Inhotim e pelo MAM Rio. A presença da Beatriz coloca o Sertão Negro em um lugar muito potente e abre possibilidades importantes para o futuro”, afirma Dalton Paula.
Pilares
No eixo de Arte, o Sertão Negro realiza residências artísticas nacionais e internacionais em parceria com o Quilombo Kalunga, exposições e ateliês abertos. Em Educação e Formação, promove cursos, programas públicos e práticas ligadas à história da arte afro-diaspórica, à capoeira angola, à cerâmica e à gravura.
No campo do Meio Ambiente, desenvolve iniciativas agroecológicas, banco de sementes, bioconstrução, gestão hídrica e piscicultura sustentável. Ao pensar Território e Comunidade, atua em ações de educação ambiental,
intervenções urbanas e projetos voltados ao fortalecimento comunitário e ao enfrentamento do racismo ambiental.
Ações do Sertão Negro
Em 2025, o Sertão Negro participou da 36ª Bienal de São Paulo, com a instalação Sertões; integrou a exposição Histórias da Ecologia, no MASP, e a exposição Território Vivo by Sertão Negro, na Storefront for Art and Architecture, em Nova Iorque.
Também foram realizadas as exposições O Sertão é Nosso Centro e Poéticas de Subversão: mulheres artistas em Goiás, no Centro Cultural Octo Marques, em Goiânia. Ainda em 2025, o Sertão Negro foi certificado como ponto de cultura pelo MINC, premiado na 3ª edição do programa de bolsas da Fundación Ama Amoedo e contemplado no Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2025 – Artes Visuais.












