A artista visual goiana Òkun está entre os 17 nomes classificados para o segundo turno da votação popular do Prêmio PIPA 2026, uma das principais premiações dedicadas à arte contemporânea brasileira.
A nova etapa de votação começou na segunda-feira (20/7) e permanece aberta até as 23h59 do próximo domingo (26/7). O resultado será divulgado na segunda-feira (27/7).
Criado em 2010 pelo Instituto PIPA, o prêmio tem como objetivo reconhecer, divulgar e incentivar a produção de artistas contemporâneos brasileiros. Ao longo de sua trajetória, tornou-se uma das mais importantes iniciativas do setor, valorizando artistas de diferentes regiões do país e ampliando a visibilidade de suas pesquisas e produções no cenário nacional e internacional.
Além da seleção realizada por um júri especializado, o Prêmio PIPA promove o PIPA Online, modalidade em que o público participa diretamente da escolha dos artistas por meio de votação. No segundo turno, disputado pelos 17 artistas mais votados na primeira fase, os dois primeiros colocados recebem prêmios de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente.
Mais sobre Òkun
Nascida em Goiânia, no ano de 2000, Òkun desenvolve uma pesquisa que investiga as relações entre pintura, espiritualidade, memória e ancestralidade, a partir das visualidades construídas em sua vivência em terreiro. Sua produção é marcada pelo conceito de “Pintura de Encruzilhadas”, prática que invoca Exu, celebra o não-saber como potência e transforma o não-lugar em território de escuta, transformação e presença.
A artista é residente no Ateliê/Escola de Arte Sertão Negro, assistente de arte de Dalton Paula e bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
Sua trajetória reúne participações em importantes exposições no Brasil e no exterior, como Dos Brasis: Arte e Pensamento Negro (SESC Belenzinho, 2023), Crônicas Cariocas (Museu de Arte do Rio, 2021), Mulheres que Mudaram 200 Anos (Caixa Cultural Brasília, 2023), Sertão Negro: Território Vivo (Storefront for Art and Architecture, em Nova York, 2025) e a instalação coletiva Sertões, apresentada na 36ª Bienal de São Paulo, em 2025.
Para Òkun, a indicação ao Prêmio PIPA representa mais do que um reconhecimento individual. Também é uma oportunidade de ampliar a visibilidade da produção artística desenvolvida em Goiás e fortalecer narrativas que ainda encontram poucos espaços de circulação no circuito nacional.
“Ser indicada a um prêmio de relevância nacional já é uma conquista imensa. Como artista goiana, sei o quanto as oportunidades ainda são escassas para quem cria fora dos grandes circuitos e por isso desejo tanto ganhar esse prêmio. Levar a pintura produzida no Cerrado ao Prêmio PIPA é afirmar que nossa arte tem potência, relevância e merece também ocupar esses espaços. Trazendo a importância das narrativas, é afirmar que a espiritualidade afro-brasileira existe e resiste no coração do Brasil”, afirma.












