O corpo negro como espaço de memória, criação e expressão cultural é o eixo da primeira edição do Festival Agun de Dança Negra, que acontece entre os dias 5 e 14 de junho, em Goiânia. Realizado pelo Orum Aiyê Quilombo Cultural, o evento reúne espetáculos de dança, apresentações musicais, exposições de artes visuais, oficinas de jongo, afrobeat, e breaking, além de atividades ligadas à cultura ballroom. Toda a programação é gratuita, com retirada de ingressos pela plataforma Sympla.
As atividades serão realizadas na sede do Orum Aiyê Quilombo Cultural, no Residencial Nossa Morada. O festival foi idealizado pela instituição em parceria com a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e a Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult Goiás).
A abertura acontece na quinta-feira (5/6), às 18h, com a exposição “Agun Corpo Território”. Na sequência, às 20h, a bailarina e coreógrafa Luciana Caetano apresenta o espetáculo “Adobe”, obra que integrou a circulação nacional do Palco Sesc Giratório em 2024. A programação do primeiro dia será encerrada com apresentação musical.
No sábado (6/6), o público poderá participar de uma oficina de afrobeat ministrada por Codjo Perrez Kpade, artista nascido no Benin e radicado em Goiás. Durante a tarde, Johnathans Black e Malik Lion conduzem uma oficina de breaking.
O artista beninense Codjo Perrez Kpade apresenta a performance de circo e dança “Dadié” às 19h. A noite de sábado será encerrada com batalha de rima e batalha de breaking com Norocity + Agun Corpo Território.
No domingo (7/6), às 20h, Alex Pitt e Pedrinho Castela (RJ) apresentam o espetáculo “Chão Duro”, um espetáculo de grande circulação nacional. A noite será encerrada às 21h30 com uma roda de coco.
Comunidade
O nome do festival tem origem na língua Fon, falada no Benin, e significa “comunidade”. Segundo os organizadores, a proposta é criar um espaço de encontro entre diferentes linguagens da dança africana, afro-brasileira e urbana, fortalecendo o intercâmbio artístico e cultural.
Além das apresentações cênicas, o Festival Agun também promove uma exposição de videodança e fotografia com curadoria de Raquel Rocha. A mostra reúne trabalhos de artistas de Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Pará, explorando diferentes perspectivas sobre corpo, território e identidade. Entre as obras estão “Sangoma”, do Coletivo Heranças do Corpo; “Candonga”, de Maxmiler Junio; “Escuta”, de Ìwà Sùúrù; fotografias de Ed Gonçalves e Mayara Varalho; e “AfroX – Gangart”.
A programação ainda traz para Goiânia na próxima semana “Dembwa”, com Marcos Ferreira e Ruan Wills” (BA), “Abayomi”, com Cia Odu – Rebeca Carneiro e Andressa Brandão (MA) e “Debandada”, com Cia DeBonde (RJ).
Nas artes visuais, o festival expande seus limites com a exposição de videodança e fotografia, com curadoria de Raquel Rocha, apresentando obras de artistas de Goiás, Minas Gerais e Bahia. A mostra investiga como o corpo negro se recria e se insurge em contextos diversos.
Assim, reúne artistas que utilizam a visualidade como ferramenta de reflexão sobre o corpo e suas territorialidades. A exposição apresenta “Sangoma” – Coletivo Heranças do Corpo (SP/PA/GO); “CANDONGA” – Maxmiler Junio (MG); “ESCUTA” – Ìwà Sùúrù (GO); Obras Fotográficas de Ed Gonçalves (BA); “AfroX – Gangart” (GO) e Obras fotográficas de Mayara Varalho (GO).
Fundado em 2021, o Orum Aiyê Quilombo Cultural atua na promoção e circulação das artes negras em Goiás. Com o Festival Agun, a instituição amplia suas ações de formação, produção e difusão cultural por meio de uma programação voltada ao intercâmbio artístico e ao fortalecimento de redes criativas.
Serviço: Festival Agun de Dança Negra | Goiânia
Quando: 5 a 14 de junho
Onde: Orum Aiyê Quilombo Cultural, Rua 10 QdL Lt10 Residencial – Nossa Morada, Goiânia
Entrada: gratuita. Ingressos devem ser retirados pela plataforma Sympla.
Mais informações: www.instagram.com/orumaiyecultural












