A Vila Cultural Cora Coralina, no Centro de Goiânia, recebe a partir do dia 5 de março de 2026, às 19h, na Sala Antônio Poteiro, a exposição “Corpografia”. Integrando a programação cultural do mês marcado pelo Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, a mostra reúne 20 obras inéditas que “investigam o corpo feminino como território de memória, experiência e construção identitária”, afirma a curadoria.
Com trabalhos das artistas Michelli Bittar, Laís Rocha, Mah Ferreira, Bibi Ferreira, M. Francisca S.B., Angelina Polon e Gleici Sousa, a exposição propõe uma reflexão sobre as múltiplas formas como o corpo é atravessado por normas sociais, afetos, deslocamentos e paisagens. A proposta curatorial entende o corpo como superfície viva de inscrição e transformação, capaz de condensar histórias individuais e coletivas.
O projeto parte do poema “Eu sou feita de retalhos”, de Cris Pizzimenti, utilizando a imagem do fragmento como ponto de partida para pensar a identidade feminina como um processo contínuo. Em vez de uma unidade fixa, “Corpografia” apresenta a identidade como uma composição em permanente elaboração, na qual memória, território e experiência se entrelaçam de maneira dinâmica.
A mostra se organiza a partir de quatro eixos conceituais que dialogam entre si: a identidade feminina como construção relacional; o corpo-paisagem, que articula território e vivência; os dispositivos de controle, que evidenciam mecanismos sociais de regulação do corpo da mulher; e o espaço doméstico, entendido como paisagem histórica de trabalho, cuidado e estereotipagem.
Mais sobre a mostra
Cada artista desenvolveu sua investigação por meio de procedimentos próprios e linguagens diversas. Michelli Bittar cria tramas e grafias que conectam fragmentos; e Laís Rocha explora rasgos e fendas como marcas do corpo na matéria.
Já Mah Ferreira analisa o corpo social e seus atravessamentos de gênero; Bibi Ferreira tensiona o espaço doméstico por meio da fotografia e do objeto; M. Francisca S.B. transforma paisagens de sua terra natal em geografia afetiva; Angelina Polon constrói atmosferas fluidas nas quais corpo e memória se confundem; e Gleici Sousa articula água e fogo como forças simbólicas de identidade e transformação.
De acordo com a curadoria, ao reunir pintura, fotografia, desenho, cerâmica, vídeo, costura, objeto e mídias contemporâneas, “Corpografia” evidencia como cada linguagem artística funciona como ferramenta de elaboração da identidade relacional. A exposição propõe o corpo como campo expandido de criação e disputa simbólica, ampliando o debate sobre gênero, memória e território no cenário cultural de Goiânia.
A exposição é gratuita e aberta ao público, e scolas interessadas podem agendar visitas mediadas junto à organização.
A visitação segue de 6 a 29 de março, das 9h às 17h, na Sala Antônio Poteiro da Vila Cultural Cora Coralina, em Goiânia. A classificação indicativa é de 12 anos e a entrada é gratuita.
Serviço – Exposição “Corpografia” em Goiânia
Abertura: 5 de março de 2026, às 19h
Período de visitação: 6 a 29 de março de 2026
Onde: Sala Antônio Poteiro – Vila Cultural Cora Coralina – Centro
Horário: Das 9h às 17h
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: 12 anos












