O Centro Cultural Octo Marques, no Centro de Goiânia, inaugura nesta quinta-feira (3/9), às 19h, três exposições simultâneas: “Como num balé daqueles que a gente sonha que pode voar”, da artista visual Auri Moraes; “Quando a noite revela a pintura…”, do artista visual Yan Paluki; e a coletiva “Toda Vastidão”, que reúne obras dos artistas Angelina Polon, Belo e Bizarro e Elias de Aquino.
As mostras apresentam pesquisas distintas, mas complementares, ao dialogarem com temas como memória, identidade, corpo, intimidade, território e diferentes formas de experiência e transformação.
Com curadoria de Paulo Duarte-Feitoza, a exposição de Auri Moraes é composta pela instalação “Não, vó, eu costuro do meu jeito”, formada por cerca de 24 elementos têxteis interligados que ocupam o espaço expositivo. A partir de roupas que pertenceram à sua avó, a artista constrói uma narrativa visual sobre “herança afetiva, transmissão de saberes e liberdade criativa”.
Formada em Arquitetura e Moda, Auri utiliza costura, bordado, pintura, modelagem manual e diferentes procedimentos de intervenção sobre tecidos de vestidos, saias e camisas, que são desconstruídos e reorganizados. Segundo o curador, a pesquisa da artista aproxima costura, arquitetura e balé em uma mesma negociação entre forma, matéria e deslocamento.
A exposição “Quando a noite revela a pintura…” apresenta um panorama da produção recente de Yan Paluki, novo representado pela Galeria Aura (SP), reunindo cerca de 50 obras, muitas delas exibidas pela primeira vez ao público. Com texto curatorial de Divino Sobral, a mostra marca também um novo momento na trajetória do artista goiano, que passa a integrar oficialmente o programa de artistas da galeria.
Autodidata, Yan Paluki construiu sua formação por meio da experimentação e da pesquisa independente, desenvolvendo uma produção que dialoga com a tradição pictórica ao mesmo tempo em que a desloca para novas possibilidades de linguagem.
Em suas pinturas, a figura humana surge como elemento central para investigar questões relacionadas à vulnerabilidade, ao desejo, ao isolamento e às tensões do mundo contemporâneo.
A terceira exposição em cartaz, “Toda Vastidão”, tem curadoria de Paulo Duarte-Feitoza e tem obras de Angelina Polon, Belo e Bizarro e Elias de Aquino. Reunindo pintura, escultura, desenho, vídeo e instalação, a mostra aproxima artistas cujas produções se relacionam com diferentes territórios do Brasil Central.
Entre a terra vermelha do interior do Mato Grosso do Sul, o imaginário do Pantanal e as paisagens do Distrito Federal, a exposição “propõe a vastidão tanto como extensão geográfica quanto como espaço de experiências, memória e transformação”.
Segundo o curador, as obras articulam diferentes perspectivas sobre corpo, paisagem e território. “Enquanto Belo e Bizarro investiga os limites entre imagem, objeto, linguagem e deslocamento, Elias de Aquino parte das memórias do interior sul-mato-grossense para refletir sobre escassez, violência e pertencimento. Já Angelina Polon desenvolve uma pesquisa em torno do desenho, da memória e das relações com o Pantanal e os arquivos familiares, criando composições que articulam lembrança, imaginação e passagem do tempo”.
As exposições de Auri Moraes e Yan Paluki permanecem em cartaz até 2 de outubro. Já a mostra coletiva “Toda Vastidão” segue aberta ao público até 3 de outubro.
O Centro Cultural Octo Marques é uma unidade da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult Goiás) e está localizado no mezanino do Edifício Parthenon Center, na Rua 4, nº 515, Centro, com entrada pela Rua 7, em Goiânia.
As galerias recebem visitantes todos os dias da semana, das 9h às 13h e das 13h30 às 16h, com encerramento das atividades às 17h. A entrada é gratuita.
Serviço: Centro Cultural Octo Marques inaugura 3 exposições simultâneas
Quando: Quinta-feira (3/9), às 19h
Onde: Centro Cultural Octo Marques | Rua 4, nº 515 – Centro
Horário: Todos os dias, das 9h às 13h e das 13h30 às 16h
Entrada: Gratuita












