A Prefeitura de Goiânia lançou o programa Troca e Coopera Goiânia, que pretende estimular a reciclagem, reduzir o desperdício de alimentos e ampliar o apoio à produção agrícola local.
A iniciativa permite que moradores entreguem materiais recicláveis em pontos de coleta e recebam alimentos produzidos em hortas comunitárias do município.
Produção agrícola local

A primeira ação será realizada no sábado (29), durante o Dia de Cooperar (Dia C), no Jardim Botânico, em parceria com a Organização das Cooperativas do Brasil em Goiás (OCB/GO). Nesta etapa inicial, os alimentos destinados às trocas serão produzidos nas hortas comunitárias do Centro de Educação Infantil Lar de Matilde e do Paço Municipal.
Pela regra do programa, a cada dois quilos de materiais recicláveis, entregues limpos e secos, o participante terá direito a um quilo de alimentos. A proposta é que os moradores façam a separação dos resíduos em casa e levem o material até os pontos definidos para a ação.
Entre os produtos que poderão ser distribuídos estão frutas, verduras e hortaliças que, apesar de apresentarem diferenças de tamanho, formato ou aparência em relação ao padrão comercial, estejam próprios para o consumo. A medida busca dar destino a alimentos que poderiam ser descartados por questões estéticas ou pelo excesso de produção.
Programa
A partir dos resultados, o município poderá ampliar o programa para outras regiões de Goiânia. A intenção também é incluir, nas próximas fases, pequenos produtores rurais, agricultores familiares, cooperativas, associações produtivas e outras hortas comunitárias mantidas pelo poder público.
O modelo foi inspirado no Câmbio Verde, programa desenvolvido em Curitiba que utiliza a troca de materiais recicláveis por alimentos como estratégia de incentivo à coleta seletiva. A experiência paranaense, segundo a Sedicas, recolhe cerca de 280 toneladas de recicláveis e distribui aproximadamente 70 toneladas de alimentos por mês, atendendo mais de cinco mil pessoas.
A proposta de Goiânia também considera a diferença de custos entre os modelos de coleta. De acordo com a Sedicas, a coleta seletiva pode apresentar custo operacional cerca de quatro vezes superior ao da coleta convencional.
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