A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em segunda votação, nesta quinta-feira (13), o projeto de lei 267/2025, que cria a Política Municipal de Atenção Integral à Saúde das Mulheres com Lipedema.
De autoria da vereadora Aava Santiago (PSB), a proposta estabelece diretrizes para preparar a rede municipal de saúde para informar, identificar e acompanhar pacientes com a condição.
O texto prevê ações voltadas ao diagnóstico precoce, acolhimento humanizado, tratamento multiprofissional e acesso a informações qualificadas sobre o lipedema.
A proposta também estabelece campanhas de conscientização e atendimento integral às pacientes, respeitando a ordem de atendimento da rede municipal e a capacidade de cada unidade.

Projeto busca ampliar diagnóstico e atendimento a mulheres com lipedema
Segundo a autora, mulheres com lipedema podem passar anos convivendo com sintomas sem receber um diagnóstico adequado.
“Estamos falando de mulheres que, muitas vezes, passam anos sentindo dor, convivendo com inchaço, hematomas e limitações, sem entender o que está acontecendo com o próprio corpo”, afirmou Aava Santiago.
A vereadora também destacou que os sintomas podem ser confundidos com excesso de peso.
“Às vezes, elas chegam ao serviço de saúde e escutam que precisam simplesmente emagrecer, quando, na verdade, podem estar diante de uma condição que precisa ser investigada e acompanhada”, disse.
O que é o lipedema?

O lipedema é uma doença crônica que afeta principalmente mulheres e provoca o acúmulo anormal de tecido adiposo, sobretudo nas pernas e, em alguns casos, nos braços.
Entre os sintomas associados à condição estão dor, sensibilidade, sensação de peso, inchaço e facilidade para o surgimento de hematomas. Como algumas dessas características podem ser confundidas com obesidade e outras doenças, o diagnóstico pode levar tempo.
Um estudo brasileiro publicado no Jornal Vascular Brasileiro, em 2022, avaliou 253 mulheres e estimou que 12,3% apresentavam sintomas compatíveis com lipedema.
Apesar disso, ainda não há dados oficiais sobre a quantidade de mulheres com a condição em Goiás ou especificamente em Goiânia. A ausência de informações locais é apontada como um dos desafios para dimensionar o problema e planejar políticas públicas.
Com a aprovação em segunda votação, o projeto de lei 267/2025 segue agora para análise do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil).




