A bandeira tarifária de energia elétrica permanecerá amarela no mês de agosto, conforme informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Com isso, os consumidores continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de luz.
Este é o quarto mês consecutivo com a bandeira amarela em vigor. A decisão vale para todos os usuários atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), que abastece a maior parte do país.
Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira ocorre em função do período seco, que reduz os níveis dos reservatórios das hidrelétricas e diminui a capacidade de geração de energia por essa fonte. Diante desse cenário, há necessidade de acionar usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado.
A agência destaca que a sinalização atual reflete condições menos favoráveis para geração de energia elétrica, o que impacta diretamente o custo repassado aos consumidores.

Entenda como funciona o sistema de bandeiras tarifárias
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo indicar, de forma transparente, os custos variáveis da geração de energia no Brasil. As cores, verde, amarela e vermelha, funcionam como um indicativo mensal das condições de produção de energia no país.
As definições são feitas com base em análises do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por avaliar as condições de geração e planejar o atendimento da demanda de energia.
Quando a bandeira é verde, não há cobrança adicional na conta de luz. Já nas bandeiras amarela e vermelha, são aplicados valores extras conforme o consumo de energia.
Confira os valores atuais:
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos;
- Bandeira vermelha – patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh;
- Bandeira vermelha – patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.





