Quase 12 anos após o crime, o Tribunal do Júri condenou o policial militar Thiago Marcelino Machado a 16 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato de Guilherme Vieira Camilo, em Anápolis.
A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado e o condenado também terá que pagar R$ 150 mil de indenização aos familiares da vítima.
Condenação de policial militar

A decisão assinada pelo juiz estabeleceu inicialmente 14 anos de reclusão e, posteriormente, aumentou a condenação ao reconhecer que a vítima teve reduzidas as possibilidades de defesa durante a execução do crime.
O homicídio ocorreu na tarde de 23 de outubro de 2014, no Setor Boa Vista. A vítima, Guilherme Vieira Camilo foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu no local.
Além da condenação, a Justiça determinou a execução imediata da pena e expediu mandado de prisão contra o policial, com validade até julho de 2042.

O caso está ligado à Operação Malavita, realizada em 2014 em uma ação conjunta das forças de segurança para investigar uma organização criminosa que atuava em Anápolis. As investigações apontaram o envolvimento de policiais militares, policiais civis e outros integrantes em uma série de crimes.
Segundo as apurações conduzidas na época, o grupo é suspeito de praticar homicídios, extorsões, sequestros, torturas e abuso de autoridade entre 2011 e 2014. A operação reuniu dezenas de inquéritos e levou à prisão de cerca de 20 investigados.
Ao Portal Dia, a A Polícia Militar do Estado de Goiás informou acompanhou o cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido em desfavor do referido policial militar e que o militar encontra-se recolhido ao Presídio Militar, em Goiânia, à disposição da Justiça.
Confira a nota completa:
“A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que a Corregedoria da Corporação acompanhou o cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido em desfavor do referido policial militar. O militar encontra-se recolhido ao Presídio Militar, em Goiânia, à disposição da Justiça.
A Instituição permanece à disposição das autoridades competentes e cumpre rigorosamente todas as determinações legais e judiciais.
A PMGO reafirma seu compromisso com a ética, a moralidade, a transparência e o estrito cumprimento das leis, não admitindo quaisquer desvios de conduta”.




