O policial civil aposentado Airton Alves Calixto, de 66 anos, morreu no último sábado (25), em Goiânia, após passar 12 dias internado em estado grave.
Ele havia sido resgatado com sinais de maus-tratos, incluindo desnutrição severa, feridas pelo corpo e indícios de infecção.
Segundo a Polícia Civil, Airton vivia sob os cuidados do filho adotivo, de 25 anos, apontado como principal suspeito.
Com a morte do idoso, a investigação pode ser reclassificada de maus-tratos para homicídio, já que há indícios de que o óbito tenha sido consequência direta das condições degradantes em que ele vivia.
O velório e sepultamento foram feitos no Cemitério Jardim da Paz, em Aparecida de Goiânia.

Relembre o caso do policial aposentado resgatado em situação de maus-tratos
O jovem foi preso em flagrante suspeito de negligência e maus-tratos contra o idoso. A Polícia Civil informou que solicitou a conversão da prisão em preventiva. O suspeito deve responder, inicialmente, por omissão de assistência à saúde, já que era responsável pelos cuidados da vítima.
O caso veio à tona no dia 13 de julho, quando familiares visitaram Airton na casa onde ele morava, no setor Jardim Novo Mundo. De acordo com relatos, as visitas eram restritas e feitas apenas por uma janela. Ao perceberem o estado debilitado do idoso, as irmãs acionaram o socorro.

Airton foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde a equipe médica constatou um quadro clínico grave. Ele apresentava baixa resposta a estímulos, estava caquético, desidratado e desnutrido, além de possuir diversas lesões pelo corpo.
Ainda conforme a Polícia Civil, o idoso tinha feridas com secreção purulenta, forte odor nas regiões sacral e glútea, sinais de infecção avançada e secreção na cavidade oral.
Agora, a polícia aguarda laudos periciais para confirmar a causa da morte e definir a possível responsabilização do suspeito. O caso segue sob investigação.




