O número de pessoas privadas de liberdade que exercem atividades de trabalho em Goiás aumentou 61,4% entre o segundo semestre de 2024 e o mesmo período de 2025, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. No período, o total de participantes passou de 3.832 para 6.184.
O avanço colocou Goiás com o segundo maior crescimento do país nesse indicador, atrás apenas do Piauí.
Trabalho no sistema prisional

O desempenho também superou a média nacional, que registrou alta de 13,2%. Com isso, a proporção da população prisional envolvida em atividades laborais no estado subiu de 12,7% para 20,7%.
A expansão foi observada tanto nas oportunidades oferecidas dentro das unidades prisionais quanto nas atividades desenvolvidas fora delas. No segundo semestre de 2025, 3.472 detentos participaram de trabalhos internos, enquanto outros 2.712 atuaram em atividades externas.
Entre as duas modalidades, o trabalho externo apresentou o maior crescimento. O número de participantes mais que dobrou em um ano, saltando de 1.037 para 2.712 pessoas. Já as vagas em atividades internas cresceram de 2.795 para 3.472, ampliando a oferta de ocupações no sistema prisional.
O levantamento também aponta aumento nas funções voltadas à manutenção das próprias unidades prisionais. Nesse caso, o total de participantes passou de 1.380 para 2.150, crescimento de 55,8%.
Número de estabelecimentos

Outro indicador destacado foi a ampliação do número de estabelecimentos prisionais que oferecem oportunidades de trabalho. Em 2025, 79 das 81 unidades existentes em Goiás contavam com pelo menos uma vaga de atividade laboral, o equivalente a 97,5% do total. O índice está acima da média nacional, de 88,4%, e figura entre os maiores do país.
As parcerias firmadas com órgãos públicos e empresas privadas também contribuíram para o aumento das oportunidades. Nas vagas disponibilizadas em conjunto com instituições públicas, o número de participantes passou de 194 para 594. Já nas parcerias com a iniciativa privada, o total cresceu de 314 para 609 pessoas.
Além disso, aumentou a quantidade de presos que conseguiram ingressar em atividades de trabalho por meios próprios ou sem intermediação direta da administração prisional. Nessa modalidade, o total passou de 1.761 para 2.769 participantes entre os períodos analisados.




