Goiás registrou queda de 29,3% nos crimes de roubo em 2025 e encerrou o ano com a menor taxa de roubos a estabelecimentos comerciais do Brasil, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23).
Ao longo de 2025, foram contabilizados 6.329 roubos no estado, contra 8.866 no ano anterior, uma redução de 2.537 ocorrências.
Quedas nos crimes de roubo em comércio de Goiás

Com base nos dados, a taxa passou de 120,6 para 85,3 casos por 100 mil habitantes. O desempenho colocou Goiás na quarta posição entre os estados com os menores índices de roubo do país, atrás apenas de Santa Catarina, Minas Gerais e Tocantins.
Entre as modalidades analisadas, o maior destaque foi o roubo a estabelecimentos comerciais. O número de ocorrências caiu de 454 para 317 em um ano, enquanto a taxa recuou de 6,2 para 4,3 casos por 100 mil habitantes, a menor registrada entre todas as unidades da Federação.
Os roubos a transeuntes também apresentaram redução significativa. Foram 3.751 registros em 2025, frente a 5.669 no ano anterior, uma queda de 34,5%. A taxa passou de 77,1 para 50,5 ocorrências por 100 mil habitantes, colocando Goiás entre os seis estados com os menores índices desse tipo de crime.
Nos roubos a residências, os registros diminuíram de 489 para 392, o equivalente a uma redução de 20,6% na taxa, que passou de 6,7 para 5,3 casos por 100 mil habitantes.

Já os roubos de carga apresentaram uma das maiores quedas proporcionais. As ocorrências passaram de 23 para 12 entre 2024 e 2025, redução de 48,3% na taxa por 100 mil habitantes.
O levantamento também aponta que Goiás não registrou roubos a instituições financeiras em 2024 nem em 2025. A categoria inclui crimes contra agências bancárias, caixas eletrônicos e empresas de transporte de valores.
Além dos roubos, o estado apresentou diminuição nos casos de receptação. As ocorrências caíram de 2.993 para 2.608, com retração de 13,7% na taxa por 100 mil habitantes. Enquanto Goiás registrou redução nesse indicador, o cenário nacional mostrou aumento de 3,3% nos casos de receptação.




