A Prefeitura de Goiânia anunciou, nesta quarta-feira (24), o início de uma obra voltada à contenção de alagamentos na bacia do Córrego Botafogo, uma das áreas mais afetadas por chuvas intensas na capital.
A intervenção, considerada a primeira de grande porte na região, terá investimento aproximado de R$ 40 milhões e será contratada em caráter emergencial.
Obras para reduzir alagamentos no Córrego Botafogo

A primeira etapa do projeto prevê a construção de uma bacia de retenção de águas pluviais com capacidade estimada em 100 mil metros cúbicos. A estrutura será implantada entre a Rua Nonato Mota e a Avenida 2ª Radial, na Vila Redenção, com a função de armazenar temporariamente o volume de água das chuvas e liberá-lo de forma gradual.
De acordo com a gestão municipal, a medida pode reduzir em até 50% o volume de água que chega ao Complexo Viário Jamel Cecílio, ponto frequentemente afetado por alagamentos durante temporais.
Além da construção da bacia, o projeto inclui intervenções no sistema de microdrenagem da região, com o objetivo de ampliar a capacidade de captação e escoamento da água.
A expectativa é diminuir a recorrência de alagamentos, especialmente na Marginal Botafogo, onde o acúmulo de água costuma provocar congestionamentos, danos materiais e riscos à população.
A bacia de retenção funcionará como um mecanismo de controle de vazão, reduzindo a pressão sobre galerias, bueiros e canais já existentes. Em áreas urbanizadas, como a bacia do Córrego Botafogo, o grande volume de água em curto período de tempo sobrecarrega o sistema de drenagem, favorecendo ocorrências de enchentes.
A previsão é de que a obra seja concluída até o fim deste ano, antes do próximo período chuvoso. Outras intervenções semelhantes devem ser executadas posteriormente, por meio de licitação.

Plano de drenagem vai orientar ações por 30 anos
Durante o anúncio, também foi citado o Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU), elaborado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em parceria com o município.
O estudo reúne diagnóstico técnico das bacias hidrográficas da capital, define prioridades e indica intervenções para reduzir riscos de alagamentos, inundações e processos erosivos ao longo das próximas três décadas.
O documento ainda será oficialmente apresentado, mas deve servir como base para o planejamento e execução de obras estruturais de drenagem em Goiânia.




