A Polícia Civil de Goiás prendeu um homem suspeito de se passar por médico, exercer ilegalmente a profissão e causar lesão corporal grave em uma paciente em Goiânia.
A prisão ocorreu no último dia 11 de junho, no Aeroporto de Guarulhos (SP), quando o investigado tentava embarcar para Foz do Iguaçu (PR), onde mantém uma clínica e ministraria um curso na área da estética.
A ação foi realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), com apoio da Polícia Federal.
A defesa do investigado não foi localizada até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.
Prisão do falso médico
Segundo as investigações, o homem se apresentava ao público como médico com formação no exterior e divulgava procedimentos estéticos invasivos, como harmonização de seios e glúteos.
Com mais de 200 mil seguidores nas redes sociais, ele também comercializava cursos anunciados como “residências” em diferentes especialidades estéticas, sem autorização dos órgãos competentes.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito não possui graduação em Medicina. As investigações apontaram que ele é enfermeiro e teve o registro profissional cassado em fevereiro de 2025. Ainda segundo a corporação, essa informação era omitida em seus materiais de divulgação e perfis nas redes sociais.
Durante a apuração, a polícia identificou indícios de que uma paciente atendida pelo investigado em Goiânia sofreu lesão corporal grave em decorrência de um procedimento realizado por ele.
Os investigadores também descobriram que os cursos oferecidos pelo suspeito tinham alto valor comercial, chegando a aproximadamente R$ 13 mil por aluno. Uma nova turma estava prevista para acontecer em Goiânia nos dias 27 e 28 de junho.
Mesmo após a prisão, as redes sociais utilizadas para divulgar os serviços e cursos continuaram promovendo as atividades normalmente, como se o investigado permanecesse em liberdade.
O homem deverá responder pelos crimes de exercício ilegal da Medicina e lesão corporal grave. As investigações seguem em andamento para apurar a existência de outras possíveis vítimas e eventuais novos crimes relacionados à atuação do suspeito.





