Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás resultou, nesta quarta-feira (17), em uma operação interestadual contra um grupo suspeito de aplicar golpes financeiros por meio de fraudes eletrônicas.
A ação, coordenada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), contou com apoio das polícias civis de São Paulo e Rio de Janeiro, além do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Grupo suspeito de aplicar golpes financeiros

A investigação iniciou após uma vítima, que é moradora de Goiás, ser abordada por criminosos que se passaram por representantes de uma instituição financeira.
Conforme a apuração, os suspeitos utilizaram falsas identidades e informações enganosas para convencer a vítima de que ela estaria envolvida em uma suposta investigação.
De acordo com a polícia, ao longo de aproximadamente 12 dias, a mulher realizou diversas transferências bancárias acreditando estar protegendo seu patrimônio. Em uma etapa posterior do golpe, os investigados teriam induzido a instalação de um aplicativo de acesso remoto no celular da vítima, o que permitiu o acesso ao aparelho e ampliou as movimentações financeiras.
As investigações apontam que os recursos transferidos foram rapidamente distribuídos entre diversas contas bancárias, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar sua origem.
Segundo a Polícia Civil, a vítima sofreu forte abalo emocional em decorrência da fraude e do prejuízo financeiro, e que mesmo após sua morte, os suspeitos continuaram enviando mensagens ao telefone celular utilizado por ela na tentativa de obter novos valores.
Mandados de busca e apreensão

Ao todo, a polícia cumpriu 16 mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens estimados em aproximadamente R$ 500 mil. As medidas judiciais ocorreram em municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde estariam integrantes do grupo investigado.
As autoridades reforçam o alerta para que a população desconfie de contatos que solicitem transferências bancárias, compartilhamento de senhas ou instalação de programas de acesso remoto em celulares e computadores, já que instituições financeiras e órgãos públicos não adotam esse tipo de procedimento.




