A advogada acusada de envenenar o ex-sogro e a mãe dele em Goiânia, foi condenada a 6 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de perseguição, extorsão e falsidade ideológica praticados contra o ex-namorado.
A decisão é do juiz Luciano Borges da Silva, que também determinou o pagamento de R$ 25 mil por danos morais à vítima.
Segundo a sentença, a condenação está relacionada a uma série de atos praticados contra o ex-companheiro após o término do relacionamento.
Ao analisar o crime de perseguição, o magistrado reconheceu a existência de motivação torpe, destacando que Amanda não teria aceitado o fim do namoro e agido movida por sentimentos de abandono, frustração, raiva e vingança.

Pena inclui prisão, multa e indenização
A maior punição foi aplicada pelo crime de extorsão, que resultou em pena de 5 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão, além de 61 dias-multa. Pelo crime de perseguição, a advogada foi condenada a 7 meses de reclusão e 11 dias-multa. Já pela falsidade ideológica, recebeu pena de 3 meses e 15 dias de detenção.
De acordo com a decisão judicial, cada dia-multa corresponde a um décimo do salário mínimo vigente à época dos fatos, ocorridos em 2023, quando o piso nacional era de R$ 1.320. Os valores serão destinados ao Fundo Penitenciário Estadual.
Além das penas criminais, o juiz determinou o pagamento de indenização de R$ 25 mil ao ex-namorado. Na sentença, o magistrado destacou os impactos emocionais e psicológicos causados à vítima, incluindo alterações na rotina pessoal, profissional e social.
Na decisão, o magistrado ressaltou que a extorsão se configura no momento em que ocorre a ameaça com o objetivo de obter vantagem indevida, independentemente de a vítima entregar ou não o dinheiro exigido.
Em nota, a defesa de Amanda afirmou que a sentença não reflete o conjunto de provas produzido durante o processo e anunciou que recorrerá da decisão ao Tribunal de Justiça de Goiás.
“A sentença não reflete o conjunto probatório, especialmente o que ocorreu na audiência. As provas válidas do processo apontam para a inexistência dos crimes imputados à Amanda e, portanto, a defesa buscará a reforma da sentença perante o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, requerendo a absolvição.
Continuamos confiando no Poder Judiciário para que o processo da Amanda seja julgado de forma justa e imparcial.
Rodrigo Faucz”
Relembre o caso da advogada acusada de envenenar ex-sogro e mãe dele

A advogada foi presa em 20 de dezembro de 2023, suspeita de envenenar o ex-sogro, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e a mãe dele, Luzia Alves, de 86 anos. As vítimas passaram mal após consumirem bolos de pote levados pela advogada durante uma visita.
Laudos da Polícia Científica identificaram a presença de uma substância tóxica considerada altamente letal nos alimentos. Segundo a perícia, dois dos recipientes continham grande quantidade do veneno, que não possuía sabor nem odor perceptíveis.
Em janeiro de 2024, o Ministério Público de Goiás denunciou a mulher por duplo homicídio qualificado e por duas tentativas de homicídio qualificadas. A acusação sustenta que o crime teria sido motivado por vingança após o fim de um relacionamento de aproximadamente um mês e meio com o filho de uma das vítimas.
A denúncia aponta três qualificadoras: uso de veneno, motivo torpe e dissimulação. Conforme a investigação da Polícia Civil, a suspeita pretendia causar o maior sofrimento possível ao ex-namorado em razão do sentimento de rejeição após o término.
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