Um homem foi preso suspeito de matar o estudante de medicina veterinária Luciano Milo de Carvalho, de 27 anos, encontrado morto dentro do apartamento onde morava, em Goiânia.
A prisão ocorreu na quarta-feira (13), nas proximidades da rodoviária de Trindade, na Região Metropolitana da capital.
Segundo o tenente da Polícia Militar, Gustavo Quaranta, o suspeito esteve com o estudante no dia do crime. À corporação, ele relatou que permaneceu pouco tempo no imóvel, onde furtou um notebook e o vendeu por R$ 100 no mesmo dia para comprar drogas.
De acordo com a polícia, o suspeito confessou que matou a vítima esganada, utilizando cabos de carregadores que estavam no local. Ainda conforme a Polícia Militar, o homem já possui antecedentes criminais por furto, ameaça e homicídio. Ele também utilizava tornozeleira eletrônica, que teria sido rompida após o crime.

Estudante de veterinária foi encontrado por familiar dentro do apartamento
O corpo de Luciano foi localizado no domingo (10), por uma prima, no apartamento da vítima, em um condomínio no bairro Cidade Jardim. Ela foi até o local após o pai do estudante não conseguir contato com o filho.
A porta do imóvel estava fechada, mas destrancada. Ao entrar no quarto, a familiar encontrou o estudante deitado na cama, sem sinais vitais. A perícia apontou que ele morreu por asfixia causada por estrangulamento.
De acordo com o delegado Danilo Wendel, do Grupo de Investigação de Homicídios, o suspeito, de 31 anos, confessou o crime em depoimento. Segundo as investigações, ele e a vítima não se conheciam.
“O autor estava transitando pela rua quando foi abordado por Luciano, que o convidou para ingerir bebida alcoólica. Eles compraram bebidas e foram até o apartamento”, explicou o delegado.
Ainda segundo a Polícia Civil, o suspeito afirmou que, após manter relação com a vítima, teria se arrependido e decidiu matá-la, utilizando o cabo do carregador do notebook para cometer o estrangulamento.

As investigações indicam que o crime não teve motivação patrimonial. No apartamento, havia outros objetos de valor que não foram levados. O próprio suspeito afirmou à polícia que pegou o notebook e um par de calçados para sair do local sem levantar suspeitas, já que usava tornozeleira eletrônica.
Após o crime, ele vendeu o equipamento para adquirir entorpecentes. A tornozeleira, segundo a polícia, descarregou durante o período em que ele estava no apartamento e posteriormente foi descartada em local não informado.
A Polícia Civil informou que o suspeito será submetido à coleta de material genético no Instituto Médico Legal (IML). A investigação segue em andamento e deve ser concluída após a finalização de laudos periciais e análise de imagens de videomonitoramento.
A defesa do suspeito não foi localizada até a última atualização desta reportagem.




