A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação Aurum para desarticular uma associação criminosa especializada em furtos a joalherias dentro de shoppings centers.
O grupo, conhecido como “Piratas de Shopping”, é suspeito de envolvimento no furto de aproximadamente R$ 500 mil em joias, ocorrido durante o Carnaval deste ano, em Goiânia.
A ação é coordenada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio do Grupo de Repressão a Roubos e do Grupo Antirroubo a Banco (Garra/GAB).
Ao todo, são cumpridos cinco mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão em Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal, e região.
Até o momento, quatro pessoas foram presas. Entre elas está o homem identificado por imagens de câmeras de segurança como o autor direto do furto na joalheria.

Suspeito ficou 12 horas dentro da loja
De acordo com as investigações, o crime aconteceu na noite de 14 de fevereiro, um sábado de Carnaval. O suspeito entrou no shopping ainda durante o funcionamento e permaneceu no local até o fechamento.
Imagens de segurança mostram que ele aguardou sentado em um banco até que o centro comercial fosse esvaziado. Em seguida, aproveitou que a porta de uma loja vizinha estava semiaberta para entrar no espaço e, a partir dali, fez um buraco na parede para acessar a joalheria.
Já dentro do estabelecimento, o homem permaneceu por cerca de 12 horas. Durante esse período, esvaziou vitrines, furtou diversas peças e chegou a arrombar um cofre.
A saída ocorreu apenas na manhã de domingo, por volta das 11h30, quando o shopping já havia reaberto. Segundo a Polícia Civil, o suspeito deixou o local sem levantar suspeitas, misturando-se aos clientes.
Grupo pode ter cometido outros crimes
As investigações apontam que o furto em Goiânia não foi um caso isolado. A Polícia Civil apura a atuação da mesma associação criminosa em outros ataques a joalherias dentro de shoppings, utilizando um modo de operação semelhante.





