Professores e servidores administrativos da rede municipal de Educação de Goiânia aprovaram, nesta quinta-feira (7), o início de uma greve que deve iniciar a partir da próxima terça-feira (12).
A paralisação deve atingir mais de 370 unidades de ensino da capital, incluindo escolas, Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e creches.
Greve na educação de Goiânia

A decisão foi tomada durante Assembleia Geral realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), no Cepal do Setor Sul e segundo a entidade, a categoria decidiu pela greve após considerar insuficientes os avanços nas negociações com a Prefeitura de Goiânia.
De acordo com o sindicato, os trabalhadores cobram respostas mais rápidas e medidas concretas relacionadas às reivindicações apresentadas ao município.
Entre os principais pontos defendidos pela categoria estão a criação do plano de carreira para os servidores administrativos, o pagamento das progressões funcionais e o reajuste do piso salarial dos professores.

Os profissionais também reivindicam o pagamento da data-base dos administrativos e a aplicação de leis relacionadas ao descongelamento e enquadramento de carreiras. O Sintego afirma que a mobilização busca pressionar a administração municipal a avançar nas discussões e apresentar soluções para as demandas da rede.
Em nota, a Prefeitura de Goiânia informou que O secretário-executivo da Secretaria Municipal de Educação (SME), Jaime Ricardo Ferreira, concedeu coletiva sobre os avanços da educação e que a SME está aberta ao diálogo, buscando caminhos para que as nossas crianças tenham a escola que elas precisam.
Confira a nota completa
“O secretário-executivo da Secretaria Municipal de Educação (SME), Jaime Ricardo Ferreira, concedeu coletiva sobre os avanços da educação. O gestor defendeu o diálogo com a categoria que deflagrou paralisação e o cumprimento do piso salarial nacional, mas alertou para os impactos na aprendizagem das crianças. “Em 2025 foram pagos [piso e data-base], e este ano já está sendo estabelecido o projeto de lei do piso, que já vai para a Câmara. Em relação à data base, também já vai para a Câmara”.
Sobre o plano de carreira dos servidores, Jaime detalhou que o avanço depende de estudos. “O prefeito Sandro Mabel tem trabalhado muito com essa questão, já chamou a SME para que se estude essa possibilidade, fazendo os impactos, porque não é simplesmente fazer um plano de carreira, é verificar a viabilidade financeira, a viabilidade orçamentária”, detalhou o secretário-executivo da SME.
Segundo a administração, serão adotadas todas as medidas administrativas e jurídicas necessárias para garantir a continuidade do atendimento aos estudantes e reduzir os impactos da paralisação”.




