A quinta fase da Operação Destroyer, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás nesta quarta-feira (6), revelou novos elementos sobre a atuação de uma facção criminosa que tentava se consolidar no estado.
As investigações indicam que o grupo, com origem no Rio de Janeiro, mantinha uma estrutura organizada para atuar principalmente em Aparecida de Goiânia, com foco no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro.
Operação contra facção criminosa do Rio com atuação em Goiás
Entre os alvos, um dos investigados chamou a atenção pelo volume financeiro movimentado. Segundo a polícia, ele teria movimentado cerca de R$ 1 milhão em atividades ilegais e chegou a ser homenageado em uma música de rap, que fazia referência à sua influência dentro da organização.
- Mercado de trabalho: Goiânia oferece 837 vagas em cursos profissionalizantes gratuitos; veja como se inscrever
Outro desdobramento da operação foi a apreensão de diversos celulares furtados durante um show da dupla Henrique e Juliano, realizado no último sábado (2), no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, os aparelhos foram encontrados com a esposa de um dos investigados, que foi presa em flagrante.

Segundo a corporação, o grupo era coordenado por uma liderança regional, presa nesta fase da operação, responsável por distribuir drogas e intermediar ordens vindas do Rio de Janeiro. As determinações incluíam, inclusive, ações violentas associadas ao chamado “tribunal do crime”.
Entenda como funcionava o esquema criminoso

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Bruno Silva, o suspeito apontado como chefe regional atuava tanto na comercialização de drogas quanto na lavagem do dinheiro obtido com o tráfico, utilizando contas bancárias de familiares.
Durante coletiva de imprensa, o delegado afirmou que o investigado é apontado como integrante do tráfico em Goiás, atuando como braço de uma facção criminosa de origem carioca. A polícia também apura a possível participação do grupo em um sequestro ocorrido em Aparecida de Goiânia.
Ao todo, foram cumpridos 46 mandados judiciais, sendo 13 de prisão, nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Bonfinópolis, Jataí e Porangatu. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento das atividades do grupo.
- Mais sobre o caso: Facção com ordens do Rio é alvo de operação em Goiás com prisões e esquema milionário




