A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quarta-feira (29), a Operação “Falso Defensor” para desarticular uma organização criminosa especializada no chamado “golpe do falso advogado”.
A modalidade de estelionato eletrônico tem feito vítimas em diferentes regiões do país, conforme a corporação.
A ação foi coordenada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Civil do Ceará. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Fortaleza, Caucaia e Pacatuba.
Ao todo, foram expedidas 29 ordens judiciais, incluindo 14 mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão, além do bloqueio e sequestro de bens que somam cerca de R$ 500 mil. Doze pessoas foram presas durante a operação.

Como funcionava o golpe do falso advogado
As investigações apontam que o grupo criminoso era estruturado e dividido em diferentes núcleos de atuação. Uma parte dos integrantes era responsável pelo primeiro contato com as vítimas, se passando por advogados ou profissionais de confiança, geralmente utilizando informações reais para dar credibilidade à abordagem.
Na sequência, outro núcleo assumia identidades falsas de autoridades públicas, com o objetivo de pressionar e convencer as vítimas a realizar pagamentos de supostas taxas, custas processuais ou liberações judiciais.
Já um terceiro grupo atuava na fase final do golpe, cedendo contas bancárias para o recebimento dos valores. Essas pessoas funcionavam como intermediárias para ocultar a origem ilícita do dinheiro, dificultando o rastreamento dos recursos.

Investigação começou após prejuízo em Goiás
O caso que deu origem à operação envolve uma vítima em Goiás que teve prejuízo superior a R$ 452 mil. Segundo a Polícia Civil, o golpe foi aplicado ao longo de cerca de oito dias, com sucessivas transferências realizadas sob pressão e falsas justificativas.
A análise das movimentações financeiras revelou a existência de diversos beneficiários e a rápida dispersão dos valores, o que reforçou a hipótese de atuação de uma associação criminosa organizada e especializada nesse tipo de fraude.
Os suspeitos presos devem responder por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações do grupo em diferentes estados. Como não tiveram os nomes divulgados, o Portal Dia não conseguiu localizar as defesas dos envolvidos.




