Goiás registra que 42% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) atingem crianças de até 2 anos de idade, segundo dados divulgados até a tarde deste domingo (19).
Ao todo, são 1.139 ocorrências nessa faixa etária, de um total de 2.671 casos contabilizados no estado.
Os números acendem alerta das autoridades de saúde, principalmente pelo impacto nos públicos mais vulneráveis. Além dos bebês, pessoas com mais de 60 anos também demandam atenção especial, com 482 registros, o equivalente a 18% do total.
Diante do avanço da doença, o Governo de Goiás decretou, nesta semana, situação de emergência em saúde pública. A decisão foi tomada diante da pressão sobre a rede hospitalar, especialmente com o aumento na ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Casos de síndrome respiratória em alta no país
Um boletim recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta crescimento de internações por SRAG em menores de 2 anos em quatro das cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
De acordo com a análise, o principal responsável pela elevação dos casos nessa faixa etária é o vírus sincicial respiratório (VSR), conhecido por causar bronquiolite, especialmente em bebês.
O Ministério da Saúde mantém a campanha nacional de vacinação contra a influenza, priorizando grupos mais suscetíveis a complicações, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes.

A orientação também inclui a vacinação contra a covid-19 para bebês a partir dos 6 meses de idade. Para públicos mais vulneráveis, como idosos, gestantes, pessoas com comorbidades ou imunossuprimidas, são recomendadas doses de reforço periódicas.
Desde o ano passado, também passou a ser oferecida a vacina contra o vírus sincicial respiratório para gestantes, com o objetivo de proteger os recém-nascidos, principais afetados pelas complicações do vírus.
*Com informações da Agência Brasil




