Ao menos 12 mulheres já procuraram a Polícia Civil até a manhã desta sexta-feira (17) relatando terem sido vítimas de estupro por parte do médico ginecologista Marcelo Arantes Silva.
O caso veio à tona nesta quinta-feira (16) e está sendo investigado pela Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem).
Em apenas um dia, após a divulgação da identidade do médico, o número de vítimas mais que dobrou, visto que inicialmente o número de denúncias totalizaram cinco.

Vítimas que denunciam ginecologista por estupro
Conforme a delegada Amanda Menuci, da Deaem, há relatos de vítimas contra o médico desde 2017, com os mais recentes neste ano de 2026. Até o momento, foram identificadas sete vítimas em Goiânia e outras cinco em Senador Canedo.
De acordo com as investigações, o médico buscava ganhar a confiança das pacientes e, nas primeiras consultas, já realizava toques considerados inadequados e fazia perguntas invasivas sobre a vida íntima.
Os relatos das vítimas apontam que o médico agia sempre da mesma forma, com as consultas marcadas, geralmente, para os últimos horários do dia. Além disso, ele também costumava dispensar a secretária da clínica.
Entre as denúncias, há informações de que o médico realizava exames sem o uso de luvas e fazia questionamentos de cunho sexual durante os procedimentos. Em um dos casos, uma paciente relatou a prática de sexo oral. Outra vítima relatou ter sido abusada mais de uma vez, mesmo estando acompanhada da filha adolescente no consultório.
- Mais sobre o caso: Vítimas de abusos por ginecologista relatam exames sem luvas e atos sexuais em consultório
Defesa

Marcelo Arantes é ginecologista, obstetra e pós-graduado em reprodução humana assistida. Em nota, a defesa afirma que tem plena confiança em sua inocência. Confira a íntegra:
“A defesa de Marcelo Arantes Silva tem plena confiança em sua inocência. Ele é um médico bem-conceituado em sua área de atuação, probo e ético.
Rassalte-se que ele tem contribuído com a Justiça e já se abstém do exercício profissional até que haja melhor apuração dos fatos. Prevalece a convicção de que ele será mais uma vez absolvido, como já ocorreu em um dos processos.
Rodrigo Lustosa, Nara Fernandes e Frederico Machado, advogados de defesa.”
Cremego
“O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informa que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. A informação consta no site do Cremego.
Sobre as acusações contra o profissional, o Cremego ressalta que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.”




