A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (14), a quarta fase da Operação Destroyer, denominada “Ruptura”, com foco no enfrentamento a uma organização criminosa com atuação em Goiás e vários estados.
De acordo com as investigações, o grupo operava de forma estruturada, com divisão de funções e atuação contínua em crimes. Conforme a corporação, o tráfico de drogas era a principal atividade, mas a organização também é investigada por homicídios, tortura, sequestros e lavagem de dinheiro.
Operação contra organização criminosa em Goiás

Ainda segundo a apuração, os integrantes exerciam controle em determinadas áreas, utilizando violência e intimidação para manter as manter as atividades ilícitas e dificultar a atuação das forças de segurança.
A operação foi realizada em municípios goianos, como Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás, além de ações em outros estados, como Rio de Janeiro, São Gonçalo, Jandira e Cuiabá.
Nesta fase, foram cumpridos 61 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão. Também houve o afastamento de sigilo bancário de 21 investigados e o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 10,5 milhões.
A ação contou com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais, por meio do Grupo Tático 3 (GT3), além da Divisão de Operações Aéreas, que utilizou o helicóptero Escorpião 01 em suporte tático, transporte de equipes e monitoramento aéreo.
Balanço da operação

A Operação Destroyer já soma resultados desde o início. Na primeira fase, realizada em Itumbiara, foram concluídas 228 investigações, com 123 operações deflagradas e 98 ações realizadas em outros estados, além do bloqueio e sequestro de bens, incluindo veículos, imóveis e até aeronaves, totalizando cerca de R$ 235 milhões.
Na segunda fase, realizada em Trindade, as ações se concentraram no monitoramento estratégico, com atuação contínua e repressão qualificada voltada à desarticulação de estruturas criminosas remanescentes.
No balanço parcial das etapas mais recentes, a operação registrou, na fase 1 em Itumbiara, 18 prisões e 18 mandados de busca e apreensão. Já na fase 2, em Trindade, foram 17 prisões e 17 buscas. Na fase 3, em Ceres, o número chegou a 33 prisões e 31 buscas. Por fim, na fase 4, em Rio Verde, foram cumpridos 61 mandados de prisão e 45 de busca.




