O Museu de Arte Sacra da Boa Morte, na Cidade de Goiás, passará por um processo de restauração que prevê a recuperação estrutural do edifício e a conservação de seu acervo histórico.
A intervenção integra o projeto Rota da Fé – Peregrinando pelas Igrejas de Goiás, um conjunto de ações voltadas à preservação de patrimônios religiosos e culturais. Também estão previstas intervenções em outros quatro templos históricos do município.
Restauração do Museu de Arte Sacra da Boa Morte
O espaço, reconhecido por seu valor histórico e artístico, abriga mais de 900 peças, entre obras de arte sacra, objetos litúrgicos, pratarias e vestimentas religiosas. Entre os destaques estão trabalhos do artista Veiga Valle, considerado um dos principais nomes da arte sacra no Brasil.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1951 e também protegido em nível estadual desde 1980, o prédio apresenta problemas estruturais identificados em levantamentos técnicos, como infiltrações, desgaste de elementos artísticos, danos em portas e janelas de madeira e comprometimento do piso.
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A restauração será conduzida por equipe especializada, seguindo normas específicas de preservação do patrimônio histórico. A fase atual envolve a análise detalhada das condições do imóvel, etapa que servirá de base para a elaboração do projeto executivo e definição das intervenções necessárias.
Além do museu, o conjunto de ações prevê a recuperação de outras igrejas históricas da cidade, como Nossa Senhora do Rosário, no distrito de Buenolândia, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora d’Abadia e Santa Bárbara.
As intervenções devem ocorrer de forma escalonada, com início previsto para o segundo semestre de 2026 e continuidade ao longo de 2027, quando a Cidade de Goiás completa 300 anos.





