Uma operação conjunta realizada nesta quinta-feira (9) investiga um esquema de sonegação de tributos ligado ao setor de distribuição de cigarros.
A ação reuniu equipes da Polícia Civil de Goiás e da Secretaria da Economia, incluindo auditores da Receita Estadual e a Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária.
Esquema de fraude fiscal

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia, com foco em empresas e também em um escritório de contabilidade suspeitos de ligação com o grupo investigado.
O objetivo foi recolher documentos e equipamentos que possam ajudar a esclarecer como funcionava a estrutura financeira e administrativa do esquema.
As apurações começaram a partir de auditorias fiscais no segmento de indústria e atacado. Com o avanço das análises, surgiram indícios de uma organização empresarial montada para reduzir o pagamento de impostos de forma irregular. O caso passou então a ser aprofundado por áreas de inteligência fiscal.
De acordo com os levantamentos, o grupo acumula uma dívida expressiva e já teria sido alvo de investigações em outros estados. Em Goiás, o valor devido aos cofres públicos ultrapassa R$ 160 milhões, já inscritos em dívida ativa.

Conforme a polícia, um dos pontos centrais da investigação é a existência de empresas com atuação integrada, mas formalmente separadas. Na prática, funções como armazenamento, gestão e comercialização estariam concentradas em um mesmo núcleo, enquanto a responsabilidade tributária ficaria concentrada em apenas uma das empresas.
Outro indício apurado envolve o uso de uma unidade com atuação apenas formal. Essa empresa funcionaria como intermediária no recebimento de mercadorias vindas de fora do estado, mas sem exercer, de fato, as atividades operacionais.
Todo o material apreendido durante a operação será analisado para identificar o responsável por controlar as decisões e as movimentações financeiras do grupo. A partir dessas informações, os órgãos envolvidos devem avançar na responsabilização dos investigados.
As condutas em análise podem se enquadrar em crimes contra a ordem tributária, além de possíveis irregularidades como falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa, dependendo do que for confirmado ao longo da investigação.




