O PSD confirmou que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será o pré-candidato da sigla à Presidência da República nas eleições de outubro.
A escolha foi definida pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. A decisão do PSD ocorre em meio a um cenário político marcado pela polarização.
Para Kassab, Caiado apresenta um perfil mais combativo, considerado estratégico para a disputa diante de possíveis adversários como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, que atua politicamente ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Caiado está à frente do governo goiano desde 1º de janeiro de 2019 e, para disputar o Palácio do Planalto, deverá deixar o cargo dentro do prazo estabelecido pela legislação eleitoral, que determina o dia 4 de abril como limite para a desincompatibilização de governadores que pretendem concorrer ao pleito.

Reação interna
A escolha de Caiado gerou reações dentro do próprio partido. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que também era cotado para disputar a Presidência, se manifestou nas redes sociais.
Leite afirmou estar “desencantado” com a decisão e criticou o que classificou como manutenção de uma política baseada na polarização. Apesar disso, declarou que não pretende contestar a escolha da sigla e defendeu a construção de um “centro liberal e democrático de verdade”.
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Histórico político
Caiado já disputou a Presidência anteriormente, em 1989, quando obteve 0,72% dos votos. Na ocasião, protagonizou um debate marcante com Lula, que ficou conhecido por um embate direto entre os dois candidatos na televisão.




