A volta da MotoGP a Goiânia, neste domingo (22), marcou mais do que uma corrida, simbolizou a retomada do país ao circuito das grandes competições internacionais de motovelocidade após mais de 30 anos.
A etapa foi vencida pelo italiano Marco Bezzecchi, que assumiu a liderança logo na primeira volta e manteve o controle até o fim.
MotoGP em Goiânia

O evento também marcou a reinauguração do Autódromo Internacional Ayrton Senna, completamente reformado e adaptado aos padrões exigidos pela MotoGP. Com investimento de R$ 250 milhões, o circuito passa a ser sede exclusiva da categoria na América Latina até 2030.
A programação atraiu grande público ao longo de três dias, somando mais de 148 mil pessoas. Boa parte dos visitantes veio de outros estados, o que refletiu diretamente no movimento do turismo e da economia local. A cerimônia de abertura contou com apresentação do cantor Gusttavo Lima.
Na disputa, o espanhol Jorge Martín terminou em segundo lugar, seguido pelo italiano Fabio Di Giannantonio, que havia largado na pole position. Entre os favoritos, o espanhol Marc Márquez ficou na quarta colocação. O brasileiro Diogo Moreira encerrou a prova em 13º.

A estrutura do autódromo e a organização do evento foram bem avaliadas por representantes da categoria. O CEO da Brasil Motorsport, Alan Adler, destacou o nível do circuito e o potencial de permanência da MotoGP no estado nos próximos anos.
Antes da largada principal, o governador Ronaldo Caiado participou da reinauguração oficial do espaço. Após a corrida, ele ressaltou o impacto estratégico da obra e a projeção internacional conquistada com a realização do evento. Também mencionou a possibilidade de o complexo receber, futuramente, outras grandes categorias do automobilismo mundial.
Com infraestrutura modernizada e reconhecimento internacional, o autódromo recoloca o Brasil na rota das principais competições do motociclismo e abre caminho para novos investimentos no setor.




