O governo de Goiás encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que prevê reajuste de aproximadamente 70% nas pensões pagas às vítimas do acidente radiológico com o acidente com o césio-137, ocorrido em Goiânia, em 1987.
A proposta, enviada na segunda-feira (16), abrange 603 beneficiários da chamada Pensão Especial Vitalícia.

Pensões de vítimas do césio-137
De acordo com o texto, os valores serão atualizados em duas faixas. Para pessoas com exposição superior a 100 Doses Absorvidas de Radiação (RAD), o benefício passará de R$ 1.908 para R$ 3.242. Já para os demais atingidos, o valor sobe de R$ 954 para R$ 1.621. Caso aprovado, o reajuste começa a valer a partir de abril.
A estimativa é que o impacto financeiro seja de R$ 3,6 milhões em 2026. Para os anos seguintes, 2027 e 2028, a previsão é de cerca de R$ 4,9 milhões anuais destinados ao pagamento das pensões.
O projeto também menciona a realização de uma revisão na lista de beneficiários, com a exclusão de pessoas que recebiam o pagamento de forma considerada irregular. A medida, segundo o governo, busca adequar a concessão do benefício aos critérios legais.
Além da pensão, os atingidos pelo acidente continuam a receber acompanhamento por meio de serviços públicos de saúde, incluindo atendimento especializado no Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves Ferreira.
O acidente

O acidente com o césio-137, registrado em setembro de 1987, é considerado o maior desastre radiológico do mundo fora de uma usina nuclear.
O caso teve início após a violação de um aparelho de radioterapia abandonado, cujo material radioativo foi disseminado após ser levado para um ferro-velho, expondo diversas pessoas à contaminação.




